sábado, 7 de janeiro de 2012

Um dia carregarei Louis Vuitton


Basáltica. Devia ser pedra-pomes e com rodinhas. Mas é assim a minha bagagem.

Foi um episódio da série 'How I met your mother' que me fez pensar no peso das coisas. A história é, muito basicamente: Ted, o personagem principal, conhece uma rapariga que, aparentemente, não traz bagagem de vida significativa. Ou pelo menos, é o que leva a crer. Ao longo do episódio, os quatro amigos de Ted pensam no assunto e cada um deles descobre a dimensão da sua bagagem. Muito interessante.

Mina Wood carrega umas quantas malas, tamanho familiar. Lá dentro cabe tudo. Cabe a minha vida. E ainda há espaço, demasiado para tanto. Por enquanto.

Arrastar-se pela vida é um mal necessário. O peso verga que dói, mas se analisarmos bem o conteúdo da nossa bagagem, quem sabe se não aligeiramos o excesso de peso e embarcamos sem maior despesa.

Olha para dentro da tua mala. O que tem? Um passado, mais ou menos lembrado; descompensações, tão presentes ainda; desilusões grandes, pequenas e assim assim; falhanço, um mal necessário.

Todos nós carregamos o peso equivalente à intensidade que damos às coisas. Há quem se carregue a si próprio e acredite que é assim que tem que ser. Há quem carregue tanto os outros, como a si mesmo e ganhe o céu com isso.

E há Mina. Mina carrega horizontalmente as suas Samsonite. A vida não é para cima ou para baixo, a gravidade só actua nos corpos. Um dia carrego com esforço aqueles vinte quilos a mais, mas logo me deparo com um tapete rolante. Que sorte! Mais à frente, o mecanismo avariou. Pego na mala e subo as escadas ou espero pelo tapete? Dilema #27377. Segue para arquivo.

Tomar decisões faz parte da viagem. Devo arrumar-me de outro modo, na próxima vez, e deixar para trás um ou outro volume? Ou deixo-me para trás, parte do que sou e do que aprendi? Fica à vossa consideração:

Para votar 'SOBE', ligue 701 700 001

Para votar 'ESPERA' ligue 701 700 002

Se não quer saber, mude de vida e não se esqueça de reportar os progressos no Facebook.

Então e quando as malas se extraviam? Quando não chegam ao seu destino ao mesmo tempo que o portador? Reclamação ou alívio? Perda ou ganho? Uma mala nova, sem conteúdo, oferecida pela vida, é como que uma segunda oportunidade. Vazia. Interessante. Possível. Leva-a contigo e logo a encherás de nada.

Daqui a pouco faço check-in para mais uma etapa. Para onde vou? Não sei. Mas levo tudo comigo...tudo!!

Vemo-nos por aí...
Miiiiina

2 comentários:

  1. Como uma oreo ...que primeiro aprecia-se o aspecto,o cheiro...e analisa-se a melhor maneira de a saborear...e mesmo antes de sequer colocar na boca já se consegue sentir o sabor que ela nos dará....uma oreo que se abre,se lambe, se fecha ,se molha no leite,se come com os olhos em todas as fases, e , depois se saboreia...saboreia numa gula apressada e ao mesmo tempo tentando tirar partido de todo o sabor que kada dentada te dá...e desejando que o pacote nunca mais acabe...
    Tua escrita é um pecado...dos 7 é 1:a gula.deseja-se e "come-se" ficando ainda nesse mesmo processo com vontade de continuar a comer...sem parar sem se saciar...uma atras da outra .bjoka

    ResponderExcluir
  2. Oh Pá.. fico sp a pensar nas tuas palavras...essa da mala é uma boa coisa para pensar (qd tiver q pensar em coisas pa me abstrair vou pensar nisso!!)

    Dps manda-me um postal do local onde vais encher novamente mais uma mala.. :)

    ResponderExcluir