Mina de volta? Talvez, mas sem dor para escrever. Assim, neste estado que não consigo definir, mas que me conforma, nem sei o que postar.
Curioso como o mau estar é bem mais fácil de escrever que a indiferença. Sim, é disso que se trata...uma anormal indiferença. Não diria que suturei os meus golpes em definitivo, mas não me sinto fragilmente alinhavada.
Costuras à parte, Mina está (...) é isso, não consigo (...) Será bom ou mau? Acredito que melhor que ontem e menos bem que amanhã. Acho que tomei a estrada e não a vereda, desta vez. Sinto que não me escapo mais, o que é de realçar. É como se a cada instante ganhasse créditos para aquela medalha de honra dos 30 dias sóbria!
Por vezes dou por mim a pensar desde quando deixei de te sentir, para só estar cansada. Será que viver uma relação em que se está constantemente ligada à tomada é, no fim, um desperdício de energia? Depende da luz que me deste. Escuro, mas é dia!
Tantas vezes parei para pensar que era tudo demasiado. Demasiado bom, digo. Anormal e absurdo de bom. E esquecia de agradecer. Como fui ingrata, eu sei! Quando nos sentimos insuflados de desejo e querer, não nos damos conta dos pequenos milagres de cada dia. Quando não percebemos a dimensão do problema, cobramos. E como era desconfortável o engano...
Hoje, Mina agradece. Muito. No regrets. Tomara todo o mortal ter roçado o supremo como eu rocei..sem responsabilidades, espectativas, nem zelos...só viver intensamente cada momento. E sem grande esforço, agora vejo. É fácil quando não se complica. É difícil quando é demasiado simples. Até quando? Não sei, parece que foi ontem.
Irrepetível. Parece que o mundo acordou para nós. Como eu sei!
Então e agora, Mina...o que te mantém ligada? Boa pergunta, nem eu sei que tomada tomei. Só sei que quando somos grandes, e mesmo que comprimidos pelo desgosto, temos sempre algo a que nos ligar, nem que seja em modo de sobrevivência.
A todos os que me dão tomada para ultrapassar a treva, muito obrigada! Que não haja curto circuito entre nós.
Iluminada...
Mina*

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