segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

roma, roam, mora, maro

"No amor é preciso que duas pessoas sejam uma e isso não é fácil de encontrar. E, uma vez encontrado, não é fácil de fazer permanecer."
José Luís Peixoto, in 'Notícias Magazine (2003)

Variante a Pessoa do costume, mas tão do mesmo. Matematicamente: 2=1, noves fora, zero. Por isso é que toda a gente chumba!

Pois... o amor. Esse substantivo tão verbo, conjugado por qualquer plural! Nenhum dicionário vai querer publicar esta minha versão. Artigo demasiado indefinido seria mais aceitável.

"Quando puderes dizer o teu grande amor, deixa o teu grande amor de ser grande." (inevitavelmente, Fernando Pessoa)

É isso! Andei eu a tentar uma medida, mas pudera não ter conseguido...não existe!

Revolta-me. Se eu nunca consegui medi-lo, como pudeste tu dizer que amavas mais, mais, e muito mais? 'Mais que' não implica que conheças o quanto eu sou? É um erro comum, o do não pensador, como se só de emoção se tratasse.

"A vida é a hesitação entre uma exclamação e uma interrogação. Na dúvida, há um ponto final." Fonte - Livro do Desassossego

Permitam-me uma correcção: substituir vida, por amor. Faz muito mais sentido, não faz? Não que eu queira pôr em causa o que escreveu um reputadíssimo esquizofrénico, mas repitam comigo:

O amor é a hesitação entre uma exclamação e uma interrogação. Na dúvida, há um ponto final. (Mina Wood, faz de conta)

E eu que tanto me interroguei e exclamei que não...demasiadas reticências. Enquanto isso, tu, ponto final. E tudo não passa de mera gramática.

Mina propõe-se para novo acordo ortográfico. Chamem-lhe Estudo Saramago. Acabem com a pontuação

Muito a sério
Mina Wood

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