Recentemente, Mina leu um artigo que diz que, um grupo de investigadores chegou à conclusão que o apêndice não é um órgão inútil. Muito pelo contrário, possui um papel fundamental no sistema imunológico. Segundo percebi, algumas bactérias, das boas, alojam-se lá no dito cujo e só saem quando é necessária a sua intervenção. Uau!
Fazendo um paralelo com a minha relação pretérita, não sei se poderei afirmar que já não tenho apêndice. De facto, acreditei sempre que o desgraçado não me servia para nada. Era só um apontamento decorativo que, uma vez inflamado, poderia ser retirado e Mina sobreviveria.
Hoje tenho dúvidas. Supostamente, a dor da inflamação é deveras aguda, mas uma vez retirado cirurgicamente, a dor passa e tudo volta ao normal. Em Mina, o que é normal? Não doer? Mas dói...constantemente.
O meu apêndice vai ficar para sempre em mim e é só uma questão de passar a inflamação. Aceito, mas durante quanto tempo? Há drogas legais para minimizar a agudeza da coisa? Quero já o meu médico de família. Ou o teu dealer.
Enfim, que não venham doenças maiores. Apendicite é mau, mas ao menos vou poder manter meu apêndice silencioso e guardar lá a bicharada boa. Será que quando precisar ela vai mesmo em meu socorro? Será que as bactérias que já foram usadas se vão e nascem outras? No corpo humano, como na vida, nem tudo é substituível...
Em permanente apendicite aguda,
Mina
o valor emocional que se lhe dá é que nos permite axar insubstituivel...
ResponderExcluirsecalhar qd "substituires" os teus pensamentos e sentimentos veras com clareza que so nao é substituivel as lembranças ,exas sobrepoe-se, pk todo o resto ...é meramente "Cadáveres adiados que procriam"(rr)