Hoje, Mina está com uma incómoda sensação de mau estar, como se algo que, por si só já não é bom, estivesse a incomodar de outro modo, mais abrangente, menos egoísta.
Sinto que estou a fazer algo errado, pequenas atitudes que parecem justificar-se, mas que apertam por dentro, como se de paz podre se tratasse.
Apesar de sentir de morte a tua falta, não me é permitido ver-te, não seria de valor para nenhum de nós. Para ti, porque tomaste uma opção que implica distanciamento e não tenho o direito de estar presente. Para mim, porque não quero ser consequência, ainda que omissa.
É condenável não ter me desligado desse espaço que era também nosso? Desse canto familiar que é teu e já não meu? Que, bem vejo, não valorizas de cuidado e reconhecimento o tanto quanto eu sinto de saudade por já não ser.
Mina sente falta de um colo de Mãe...posso? Não quero invadir mais a intimidade de ninguém, mas é difícil este acabar de tudo. Preciso de um conselho, de um reforço positivo, saber o que estou a fazer, se bem ou mal? Devo isso não só a mim mesma, mas também àqueles que cativei e que agora tenho que abandonar.
Quero saber se compreendem que só quero que as coisas fiquem bem, sem grandes dores e evitáveis ressentimentos. Quero que aceitem e confiem em quem vos é incondicional. Eu fui provisória...não me devem nada, não tomem a minha dor. Abracem o que é vosso e acreditem. Sempre.
Com o peito empalado de angústia perdoem-me o desabafo. Fica aquele imensurável obrigada por me terem recebido como uma de vós.
Sempre...
Mina
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