Como se não bastasse o molho marroquino chili picante Mina, a água número meu! Tem lógica, ainda que optem pelo mild.
Hidratem-se!!
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
terça-feira, 30 de outubro de 2012
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Escrito a Times New Mina
Miníssimos, estou metida em trabalhos!
A mise criativa deste meu coche académico tem sido difícil de dar...acho que ainda estou sem gota. Não creio que se trate de desmotivação, só que tem dias que nem o mínimo me apetece fazer. É certo que os prazos dilatados ajudam ao deixa andar, mas tenho mesmo que sair do modo 'sob pressão funciona', que é o que tenho feito nos últimos tempos (no semestre passado funcionou!). O que ainda não consegui sintetizar, é que agora estou num curso em que todos os dias se exige trabalho feito e muitas folhas caras cheias de pensamentos gráficos. Dou-me mais um mês para aclimatar. Será o suficiente?
Apesar da intermitência, tenho andado de máquina fotográfica a tiracolo, muito a propósito da primeira proposta de trabalho do cadeirão de projecto. O objectivo é iniciar o estudante na arte de ver com consciência e detalhe, que é como quem diz, estar muito atenta e descobrir, algures na urbanidade e uma a uma, as letras do alfabeto romano. Que interessante!! Pois, até dar por mim feito japonês a disparar em todas as direcções e a não apanhar um agá que seja.
Mesmo assim, já consigo cozinhar uma nutritiva sopa para o jantar de hoje! Aqui vai a receita:
(Por favor, cozinhem a seco...este é um dos casos em que não se pode meter água!)
Uaaaaau...isto bem podia ser como estar no Masterchef Wood!
Em concurso,
ABCDEFGHIJKLMina*NOPQRSTUVWXYZ
domingo, 14 de outubro de 2012
Cheia de min(a)
Meus estimados seguidores,
É raro o dia que não me lembro de passar por cá e mais raro ainda o que vos canto. Eu sei, é uma desconsideração para com quem se habituou ao meu foie gras intectual, mas reparem...não faz diferença nenhuma para os que me vão ler daqui a muitos anos, num pdf qualquer.
Entretanto, só para vocês, tenho constatado que nada de muito significativo me tem provocado regurgitação literária. Os tempos de dor aguda e humidade permanente já lá vão. Do meramente residual já me incinerei e, no entanto, dou por mim a desejar uma emoção qualquer que me provoque não menos que um friozinho na barriga. Será que só me sinto válida quando estou em provação?
Lembrei agora, a propósito de debates catitas sobre pessoas sofridas, que apesar de não me identificar com a classe, estou solidária. Talvez porque apesar de tantas vezes estar a curtir um lodo muito mais escorregadio que o de qualquer outra alma, me sinto verdadeiramente superior. Sim, porque o meu lodo é muito melhor que o teu e sim, porque sou melhor que os outros, até no mais fundo que se pode bater. Que é como quem diz...sou mais sofrida que tu, pois claro...mas só porque sei fazê-lo melhor.
Será por isso é que em tempos idos me chamavam de convencida? Na altura, achava uma tolice e refutava a valer, mas agora acho que tinham razão. Só não percebo uma coisa: como é que sendo mais gorda que as outras, menos atraente que as outras e terrivelmente menos popular que as outras, tinha a valente lata de ainda assim me achar superior. O que mais tem piada é que, já então, tinha a firme convicção que me destacava dos demais, mesmo que isso não abonasse a meu favor. Lá por dentro, eu era assim como um patinho feio que mais cedo ou mais tarde ia crescer, fazer uma dieta...et voilá! Até hoje.
Por isso é que na minha historinha de encantar, o raio do cisne tende a não se revelar. Não digo que ainda seja pato gordo, mas algures pelo caminho creio ter hipotecado muito daquilo que eu pensei vir a ser um dia. Sei o que parece...fraca auto-estima. Não nego. No entanto, apesar do tombo emocional que me desfigurou corpo e alma, continuo lá em cima, naquele lugar que só eu sei e tantas vezes não desejo. É um saber de mim que tantas vezes finjo ignorar para não ter que corresponder. Sei que entro em conflito comigo mesma, mas é da maneira que nunca me excedo e passo despercebida. A ideia é acharem sempre que não estás a tirar partido máximo das tuas potencialidades. Tem resultado!
E tudo isto vinha a propósito do quê?...Mina diz que não se sente? Aaah pois não! Ele é porque dou por mim a pensar no que ainda mexe e tão mais do mesmo; porque estou bem viva quando provo o fel das quintas feiras (em que bato de frente com pessoa indesejável); porque não quero deixar de sentir a falta de quem me faz falta todos os dias; porque 'onde estás?' 'como estás?' 'o que fazes?'; e principalmente, porque 'Não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito'.
E com Shakespeare vos deixo...
Sentindo-me Mina*
É raro o dia que não me lembro de passar por cá e mais raro ainda o que vos canto. Eu sei, é uma desconsideração para com quem se habituou ao meu foie gras intectual, mas reparem...não faz diferença nenhuma para os que me vão ler daqui a muitos anos, num pdf qualquer.
Entretanto, só para vocês, tenho constatado que nada de muito significativo me tem provocado regurgitação literária. Os tempos de dor aguda e humidade permanente já lá vão. Do meramente residual já me incinerei e, no entanto, dou por mim a desejar uma emoção qualquer que me provoque não menos que um friozinho na barriga. Será que só me sinto válida quando estou em provação?
Lembrei agora, a propósito de debates catitas sobre pessoas sofridas, que apesar de não me identificar com a classe, estou solidária. Talvez porque apesar de tantas vezes estar a curtir um lodo muito mais escorregadio que o de qualquer outra alma, me sinto verdadeiramente superior. Sim, porque o meu lodo é muito melhor que o teu e sim, porque sou melhor que os outros, até no mais fundo que se pode bater. Que é como quem diz...sou mais sofrida que tu, pois claro...mas só porque sei fazê-lo melhor.
Será por isso é que em tempos idos me chamavam de convencida? Na altura, achava uma tolice e refutava a valer, mas agora acho que tinham razão. Só não percebo uma coisa: como é que sendo mais gorda que as outras, menos atraente que as outras e terrivelmente menos popular que as outras, tinha a valente lata de ainda assim me achar superior. O que mais tem piada é que, já então, tinha a firme convicção que me destacava dos demais, mesmo que isso não abonasse a meu favor. Lá por dentro, eu era assim como um patinho feio que mais cedo ou mais tarde ia crescer, fazer uma dieta...et voilá! Até hoje.
Por isso é que na minha historinha de encantar, o raio do cisne tende a não se revelar. Não digo que ainda seja pato gordo, mas algures pelo caminho creio ter hipotecado muito daquilo que eu pensei vir a ser um dia. Sei o que parece...fraca auto-estima. Não nego. No entanto, apesar do tombo emocional que me desfigurou corpo e alma, continuo lá em cima, naquele lugar que só eu sei e tantas vezes não desejo. É um saber de mim que tantas vezes finjo ignorar para não ter que corresponder. Sei que entro em conflito comigo mesma, mas é da maneira que nunca me excedo e passo despercebida. A ideia é acharem sempre que não estás a tirar partido máximo das tuas potencialidades. Tem resultado!
E tudo isto vinha a propósito do quê?...Mina diz que não se sente? Aaah pois não! Ele é porque dou por mim a pensar no que ainda mexe e tão mais do mesmo; porque estou bem viva quando provo o fel das quintas feiras (em que bato de frente com pessoa indesejável); porque não quero deixar de sentir a falta de quem me faz falta todos os dias; porque 'onde estás?' 'como estás?' 'o que fazes?'; e principalmente, porque 'Não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito'.
E com Shakespeare vos deixo...
Sentindo-me Mina*
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Minamorfose
Saudações minescas!
Faz uma semana que estou para vos falar da já encetada lide académica. Por enquanto, ainda sem grandes dores, mas já com leitura obrigatória e proposta de trabalho.
É sempre com grande espectativa que encaro os programas de cada disciplina, nomeadamente as mais práticas. Folgo em saber que há testes escritos para uma científica avaliação de conhecimentos, mas o que mais me preocupa são os trabalhos práticos. Desde que no primeiro ano de caloira, no defunto curso de arquitectura, me puseram a brincar com cubos de 10x10 centímetros de esferovite , tudo o resto parece-me muito pouco interessante. Diga-se de passagem que me dei muito mal com os ditos cujos e que me saiu mais de sujeira que de aprendizagem.
Não ultrapassada que está a fasquia, foi-me proposta a execução de uma banda desenhada, baseada no segmento de um conto que, após ponderação do docente, veio a ser 'A Metamorfose', de Franz Kafka. Assim de repente, logo me pareceu demasiado adulto para o público que me acompanha na sala de aula, mas aí lembrei-me...aaah bom, universidade! Acho que já tinha uma lasquinha de saudades deste mundo conceptual e criador de onde nunca devia ter saído e onde vim parar depois de incursões muito pouco ponderadas e sucedidas. Acho que, finalmente, estou bem aqui.
Quanto ao conto, propriamente dito, custou pegar-lhe. Menos de cem páginas parecia até facilitador, mas esta inércia latejante atormenta-me até à véspera de entregas e só hoje, precisamente véspera, me dignei a ler até ao fim.
Lido que está, muito me agrada a semelhança metafórica que tem com a minha própria existência recente. Mui resumidamente, conta a história de um caixeiro viajante, Gregor Samsa, que um dia acorda metamorfoseado em insecto. A partir daí, gera-se um drama familiar, que se estende aos pais e irmã, com quem vive, até ao total definhamento e consequente morte do coitado. O mais triste é que não é de Baygon que perece o bichinho. Leiam, por favor!
Foi fácil fazer o paralelo...'A Minamorfose', pensei. Também eu acordei um dia e era uma vaca. Sim, uma animalidade enorme, conformada e pastante. Não sei se as vacas são infelizes, mas Mina era. De uma maneira muito correcta, porque não era consciente, nem tão pouco voluntária. Agora sei, que muito errada e consentida.
A verdade é que não tinha ganas para ser de outra maneira. Tal como Gregor, o insecto, também eu me estranhei ao ver-me naqueles contornos. Porém, padecia de um estranho bem estar que me tomava o espírito e fazia com que sobrevivesse, adaptada aquilo que me tinha transformado. Por mais que me tentasse mexer, tudo era difícil, incómodo e assustador, por isso foi mais fácil deixar-me ficar.
Mina sentiu-se como Gregor...presa num quarto demasiado grande e inadaptado. E tinha vergonha de me mostrar assim, vaca. Não era uma questão de físico, mas uma agonia de não estar a ser, a corresponder e validar aquilo que esperavam que eu fosse. E nada podia fazer, só esperar por ajuda...e eu gritava...gritava e não me ouviam. Mugia.
Tudo teria sido menos óbvio se não tivesse aquela porta, por onde também eles chamavam por mim e estranhavam o meu atraso. No entanto, não podiam fazer nada...não me sabiam por dentro. E é neste momento que importa distinguir os que continuaram a ignorar, por me saberem capaz e os que desistiram, à semelhança da família de Gregor. Enquanto que esses me alimentaram para garantir a minha sobrevivência, outros assistiram ao meu enfraquecer, à espera do fim. Não eras pai, nem mãe, nem irmã...eras o meu companheiro. E desististe de mim.
Foi assim que eu, que outrora fui a força, o sustento e o calor da casa a que chamei relacionamento, passei a ser peso, excesso e dificuldade. Nunca pensei que o fizesses, mas mandaste me abater.
(...)
O conto acaba que nem 'viveram felizes para sempre'. O bug morreu. Pai, mãe e irmã descobrem uma nova dinâmica familiar e preparam-se para uma vida diferente, mais relaxada e produtiva.
E tu?
E eu?
To be continued...
Minaa
Faz uma semana que estou para vos falar da já encetada lide académica. Por enquanto, ainda sem grandes dores, mas já com leitura obrigatória e proposta de trabalho.
É sempre com grande espectativa que encaro os programas de cada disciplina, nomeadamente as mais práticas. Folgo em saber que há testes escritos para uma científica avaliação de conhecimentos, mas o que mais me preocupa são os trabalhos práticos. Desde que no primeiro ano de caloira, no defunto curso de arquitectura, me puseram a brincar com cubos de 10x10 centímetros de esferovite , tudo o resto parece-me muito pouco interessante. Diga-se de passagem que me dei muito mal com os ditos cujos e que me saiu mais de sujeira que de aprendizagem.
Não ultrapassada que está a fasquia, foi-me proposta a execução de uma banda desenhada, baseada no segmento de um conto que, após ponderação do docente, veio a ser 'A Metamorfose', de Franz Kafka. Assim de repente, logo me pareceu demasiado adulto para o público que me acompanha na sala de aula, mas aí lembrei-me...aaah bom, universidade! Acho que já tinha uma lasquinha de saudades deste mundo conceptual e criador de onde nunca devia ter saído e onde vim parar depois de incursões muito pouco ponderadas e sucedidas. Acho que, finalmente, estou bem aqui.
Quanto ao conto, propriamente dito, custou pegar-lhe. Menos de cem páginas parecia até facilitador, mas esta inércia latejante atormenta-me até à véspera de entregas e só hoje, precisamente véspera, me dignei a ler até ao fim.
Lido que está, muito me agrada a semelhança metafórica que tem com a minha própria existência recente. Mui resumidamente, conta a história de um caixeiro viajante, Gregor Samsa, que um dia acorda metamorfoseado em insecto. A partir daí, gera-se um drama familiar, que se estende aos pais e irmã, com quem vive, até ao total definhamento e consequente morte do coitado. O mais triste é que não é de Baygon que perece o bichinho. Leiam, por favor!
Foi fácil fazer o paralelo...'A Minamorfose', pensei. Também eu acordei um dia e era uma vaca. Sim, uma animalidade enorme, conformada e pastante. Não sei se as vacas são infelizes, mas Mina era. De uma maneira muito correcta, porque não era consciente, nem tão pouco voluntária. Agora sei, que muito errada e consentida.
A verdade é que não tinha ganas para ser de outra maneira. Tal como Gregor, o insecto, também eu me estranhei ao ver-me naqueles contornos. Porém, padecia de um estranho bem estar que me tomava o espírito e fazia com que sobrevivesse, adaptada aquilo que me tinha transformado. Por mais que me tentasse mexer, tudo era difícil, incómodo e assustador, por isso foi mais fácil deixar-me ficar.
Mina sentiu-se como Gregor...presa num quarto demasiado grande e inadaptado. E tinha vergonha de me mostrar assim, vaca. Não era uma questão de físico, mas uma agonia de não estar a ser, a corresponder e validar aquilo que esperavam que eu fosse. E nada podia fazer, só esperar por ajuda...e eu gritava...gritava e não me ouviam. Mugia.
Tudo teria sido menos óbvio se não tivesse aquela porta, por onde também eles chamavam por mim e estranhavam o meu atraso. No entanto, não podiam fazer nada...não me sabiam por dentro. E é neste momento que importa distinguir os que continuaram a ignorar, por me saberem capaz e os que desistiram, à semelhança da família de Gregor. Enquanto que esses me alimentaram para garantir a minha sobrevivência, outros assistiram ao meu enfraquecer, à espera do fim. Não eras pai, nem mãe, nem irmã...eras o meu companheiro. E desististe de mim.
Foi assim que eu, que outrora fui a força, o sustento e o calor da casa a que chamei relacionamento, passei a ser peso, excesso e dificuldade. Nunca pensei que o fizesses, mas mandaste me abater.
(...)
O conto acaba que nem 'viveram felizes para sempre'. O bug morreu. Pai, mãe e irmã descobrem uma nova dinâmica familiar e preparam-se para uma vida diferente, mais relaxada e produtiva.
E tu?
E eu?
To be continued...
Minaa
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