segunda-feira, 12 de março de 2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
O que dizes, Oscar?
'O amor é quando começamos por nos enganar a nós próprios e acabamos por enganar a outra pessoa'
Oscar Wilde
Querido Oscar, não percebi. Vamos lá ver se Mina chega lá.
Amor assim...será? Por vezes dou por mim a pensar se consigo definir sentimentos quando uma relação está inactiva. Podia perfeitamente continuar a fixa ideia que 'o amo' mas não faz sentido. Aliás, desde a 'aparição' que não consigo pensar em algo mais que saudade. E não é pouco.
Humanamente falando, é óbvio que a razão para exacerbar a dor é ter sido preterida, trocada por outra, que é mais gráfico ainda. Para que isso tenha acontecido, é claro que se abriu uma brecha algures na relação, mas a opção só coube a um de nós, e não fui eu.
Quero pensar que se tivesse sido ao contrário, a minha mente racionalizava de outra forma. Não entrava pelos caminhos tortuosos da rejeição e da brutal perda. Estava segura da minha opção e não me importava em começar algo novo nas ruínas de outra pessoa. Não, não seria assim. Como podia?
Há quem diga que foi corajoso da tua parte e não nego. De facto, quando algo que não conseguimos controlar nos acontece, a ponderação é tendenciosa. O peso das coisas desiquilibra qualquer racionalização. É paixão versus desencanto. Compreensível? Tanto quanto inaceitável.
Talvez não seja assim tão descabido o que tu afirmas, Oscar. A questão é que o engano tem várias frentes, em tempos diferentes. Neste presente que vivo, só posso responder por mim. Engano maior seria achar que tu próprio vives uma ilusão e que cedo ou tarde vais perceber que tomaste a opção errada. Quem sou eu para julgar as tuas decisões? Quem fui eu para ser tão fácil optar? Era um engano.
Mina, a própria, também se enganou de amor. Acreditou que 'o que seria de mim sem ti?' significava isso mesmo, e não o pensamento na alternativa. Não sei a resposta e não quero saber. Engana-me. É só consolo.
Eu até estava bem, mas forcei este cardo ao escrever. Parece que não estava tão bem assim. É desta matéria volátil que tem sido feito este coma em que tudo vejo, tudo oiço e tudo sinto.
De resto, está tudo bem!
A sério,
Mina*
Oscar Wilde
Querido Oscar, não percebi. Vamos lá ver se Mina chega lá.
Amor assim...será? Por vezes dou por mim a pensar se consigo definir sentimentos quando uma relação está inactiva. Podia perfeitamente continuar a fixa ideia que 'o amo' mas não faz sentido. Aliás, desde a 'aparição' que não consigo pensar em algo mais que saudade. E não é pouco.
Humanamente falando, é óbvio que a razão para exacerbar a dor é ter sido preterida, trocada por outra, que é mais gráfico ainda. Para que isso tenha acontecido, é claro que se abriu uma brecha algures na relação, mas a opção só coube a um de nós, e não fui eu.
Quero pensar que se tivesse sido ao contrário, a minha mente racionalizava de outra forma. Não entrava pelos caminhos tortuosos da rejeição e da brutal perda. Estava segura da minha opção e não me importava em começar algo novo nas ruínas de outra pessoa. Não, não seria assim. Como podia?
Há quem diga que foi corajoso da tua parte e não nego. De facto, quando algo que não conseguimos controlar nos acontece, a ponderação é tendenciosa. O peso das coisas desiquilibra qualquer racionalização. É paixão versus desencanto. Compreensível? Tanto quanto inaceitável.
Talvez não seja assim tão descabido o que tu afirmas, Oscar. A questão é que o engano tem várias frentes, em tempos diferentes. Neste presente que vivo, só posso responder por mim. Engano maior seria achar que tu próprio vives uma ilusão e que cedo ou tarde vais perceber que tomaste a opção errada. Quem sou eu para julgar as tuas decisões? Quem fui eu para ser tão fácil optar? Era um engano.
Mina, a própria, também se enganou de amor. Acreditou que 'o que seria de mim sem ti?' significava isso mesmo, e não o pensamento na alternativa. Não sei a resposta e não quero saber. Engana-me. É só consolo.
Eu até estava bem, mas forcei este cardo ao escrever. Parece que não estava tão bem assim. É desta matéria volátil que tem sido feito este coma em que tudo vejo, tudo oiço e tudo sinto.
De resto, está tudo bem!
A sério,
Mina*
quarta-feira, 7 de março de 2012
domingo, 4 de março de 2012
sábado, 3 de março de 2012
I can't live without you, but I do
Mina está em convalescença, não é novidade, mas se dantes era fácil verbalizar o sofrimento, ou pelo menos experimentá-lo em prosa, agora a dor ataca quando aparentemente já não devia fazer sentido.
Não que tenha passado muito tempo (ridículos três meses!) e parece que sou isto desde sempre. E isto ora é pouco, ora demasiado. Por isso, e ainda que daqui a uns anos queira negar que escrevi isto, a bravura do desabafo faz-me não hesitar.
Por isso, hoje vou descrever o que tem sido viver a solo, assim como que me bastando. Nunca duvidei que superaria este cabo das tormentas, mas este escorbuto de gente que agora sou parece-me tão estranho. Mas só a mim mesma.
E dizia Mina, há uns tempos, que gostava de ter uma rotina, para variar. Ser nómada não me permitia ser dona do meu tempo, restava-me geri-lo da melhor maneira, abarcando todas as solicitações. E eram tantas!
Agora sou master na arte de viver em conformidade com a cartilha dos comuns. Durmo de noite e estou acordada de dia. Cumpro o horário académico. Trato do meu corpo mimando-o com ferro. Tomo banho. Esfumo os olhos. Visto-me com roupa lavada de fresco. Sim, parece normal, mas quem me conheceu sabe que não tinha tempo...ou não tinha ganas para tanto. O que é triste, digo eu, olhando para esta energia vibrante que agora habita a minha existência.
Como que me contradigo, eu sei. A energia que tenho agora é consequência de estar em trânsito nesta viagem que ainda agora começou. Não me queixo, mas sinto que ainda não sei vivê-la. E porquê? Talvez porque não tenho a quem direccioná-la, a não ser a mim própria. Não costumava ser assim, aliás, habituei-me a ficar na reserva e parei-me sem dar por isso.
Agora tudo é diferente. Mesmo! Vejamos: acordo cedo e não tenho a quem direccionar o meu humor matinal; vou para a universidade e não me irrito à procura de lugar porque os há de sobra; assisto às aulas sem trocar mensagens; faço almoço para um (e que triste que é); como devagar, porque não tenho aonde ir a seguir; faço os deveres porque são básicos e rápidos; vou ao ginásio e oiço música motivadora enquanto treino; volto a casa e cozinho para um (ainda mais triste); vou para o quarto me deitar e, surpresa! adormeço.
Que tem isto de mal? Quem dera a muitos o privilégio de ter uma vida como a minha! Não nego, mas permito-me argumentar. Não é esta a vida que tinha escolhido viver, muito pelo contrário. Foi-me oferecida uma não rotina, sem regras, sem ordem, mas com emoção...muitas! Boas e más, intensas, desgastantes, anormais, insuportáveis, mas ainda assim compensadoras.
Durante os últimos anos da minha vida, vivi uma pessoa e não a minha vida. E sinto falta. Dessa pessoa, dessa vida, mas não daquilo que eu era. Estou melhor agora, dizem...mais equilibrada, mais eu. Mas que valor tem o equilíbrio quando de absurdo vivíamos...absurdamente desiquilibrados, mas completos. Assim eu pensava, mas nem sempre sentia. E talvez por isso negava o direito de estar insegura e confiava que tu me ias resolver. Engano.
Agora, Mina pós-ruptura sabe mais de si, entendeu-se, perdoou-se e sabe o que quer. Não digo o quê...é tão óbvio. Perdoem-me a fraqueza, não estou em controle. E é assustador estar entregue assim ao que quiserem fazer de mim. Mas logo se vê...assim espero.
Sem vergonha,
Mina*
Não que tenha passado muito tempo (ridículos três meses!) e parece que sou isto desde sempre. E isto ora é pouco, ora demasiado. Por isso, e ainda que daqui a uns anos queira negar que escrevi isto, a bravura do desabafo faz-me não hesitar.
Por isso, hoje vou descrever o que tem sido viver a solo, assim como que me bastando. Nunca duvidei que superaria este cabo das tormentas, mas este escorbuto de gente que agora sou parece-me tão estranho. Mas só a mim mesma.
E dizia Mina, há uns tempos, que gostava de ter uma rotina, para variar. Ser nómada não me permitia ser dona do meu tempo, restava-me geri-lo da melhor maneira, abarcando todas as solicitações. E eram tantas!
Agora sou master na arte de viver em conformidade com a cartilha dos comuns. Durmo de noite e estou acordada de dia. Cumpro o horário académico. Trato do meu corpo mimando-o com ferro. Tomo banho. Esfumo os olhos. Visto-me com roupa lavada de fresco. Sim, parece normal, mas quem me conheceu sabe que não tinha tempo...ou não tinha ganas para tanto. O que é triste, digo eu, olhando para esta energia vibrante que agora habita a minha existência.
Como que me contradigo, eu sei. A energia que tenho agora é consequência de estar em trânsito nesta viagem que ainda agora começou. Não me queixo, mas sinto que ainda não sei vivê-la. E porquê? Talvez porque não tenho a quem direccioná-la, a não ser a mim própria. Não costumava ser assim, aliás, habituei-me a ficar na reserva e parei-me sem dar por isso.
Agora tudo é diferente. Mesmo! Vejamos: acordo cedo e não tenho a quem direccionar o meu humor matinal; vou para a universidade e não me irrito à procura de lugar porque os há de sobra; assisto às aulas sem trocar mensagens; faço almoço para um (e que triste que é); como devagar, porque não tenho aonde ir a seguir; faço os deveres porque são básicos e rápidos; vou ao ginásio e oiço música motivadora enquanto treino; volto a casa e cozinho para um (ainda mais triste); vou para o quarto me deitar e, surpresa! adormeço.
Que tem isto de mal? Quem dera a muitos o privilégio de ter uma vida como a minha! Não nego, mas permito-me argumentar. Não é esta a vida que tinha escolhido viver, muito pelo contrário. Foi-me oferecida uma não rotina, sem regras, sem ordem, mas com emoção...muitas! Boas e más, intensas, desgastantes, anormais, insuportáveis, mas ainda assim compensadoras.
Durante os últimos anos da minha vida, vivi uma pessoa e não a minha vida. E sinto falta. Dessa pessoa, dessa vida, mas não daquilo que eu era. Estou melhor agora, dizem...mais equilibrada, mais eu. Mas que valor tem o equilíbrio quando de absurdo vivíamos...absurdamente desiquilibrados, mas completos. Assim eu pensava, mas nem sempre sentia. E talvez por isso negava o direito de estar insegura e confiava que tu me ias resolver. Engano.
Agora, Mina pós-ruptura sabe mais de si, entendeu-se, perdoou-se e sabe o que quer. Não digo o quê...é tão óbvio. Perdoem-me a fraqueza, não estou em controle. E é assustador estar entregue assim ao que quiserem fazer de mim. Mas logo se vê...assim espero.
Sem vergonha,
Mina*
quinta-feira, 1 de março de 2012
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