segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Feliz Ano Novo
Queridíssimos e queridíssimas...vamos comemorar a passagem de ano!!
Brincadeirinha. Já deviam saber que celebrações instituídas não são especialmente aceites por Mina. Continuo a não praticar esse ritual, mas desta vez não o nego tão veementemente como, por exemplo, no post do ano passado (leia-se, 2011). Nesse dia, que fiz questão de registar, senti-me particularmente derrotada pelos acontecimentos da altura e justifiquei a minha pouca vontade de participar em euforias colectivas.
Passado um ano, a poucos minutos da meia noite, estou mais uma vez sozinha em casa. Opção. No entanto, desta vez é diferente...não me sinto só. Não foi uma opção sofrida e vincada a custo. Hoje não me apetece sair, mas podia ter apetecido.
O ano que passou foi fundamental para me estabelecer como entidade credível de mim mesma e acção dos meus querer e não querer. Se dantes me revoltava por ter que seguir um guião social e rebelava-me a custo, hoje sou assumidamente partidária da vontade suprema de Mina e não tenho pudor algum em negar quem eu um dia apregoei ser. Acho que estava errada. E que mal tem isso?
É neste busílis particular que vejo a recompensa pelo meu percurso peregrino. A promessa que achei que estava a pagar por ser o que sou, deixou de fazer sentido. O que fica é rasto de tudo o que passei, rota para tantos outros caminhos.
Por isso, o agradecimento a todos aqueles que passaram por mim, aos que continuaram e aos que ficaram e a vocês que me seguem. Que nenhuma média de três visualizações por dia me demova de ser Mina escrita!
Até para o ano...
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Mina acorda para muitas vidas passadas - Cloud Atlas
“Our lives and our choices, each encounter, suggest a new potential direction. Yesterday my life was headed in one direction. Today, it is headed in another. Fear, belief, love, phenomena that determined the course of our lives. These forces begin long before we are born and continue long after we perish. Yesterday, I believe I would have never have done what I did today. I feel like something important has happened to me. Is this possible?”
Just quote. Ainda sem palavras. Vestígios consideráveis de baba e ranho. Must see!!
sábado, 22 de dezembro de 2012
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
domingo, 16 de dezembro de 2012
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Mina ao confessionário
Os factos que me fazem hoje ajoelhar já estavam esquecidos, mas quis o acaso que tornassem a Mina. Remontam a uma fase da minha vida que considero ter sido charneira para o meu entendimento como indivíduo em sociedade.
Este foi um período de extremos. Na altura, o simultâneo de acontecimentos muito maus e muito bons foi tão avassalador, quanto oportuno. Estava em trânsito entre possibilidades e optei por me dar a hipótese de desistir, coisa que até então só atribuía aos fracos. De fraca me tomei e aceitei o que quer que estivesse para vir. Pudera, era caso para não alternativa possível.
Foi então que, não sei bem como, dei por mim a aceitar uma proposta de trabalho que nem nos meus piores pesadelos alguma vez ponderei...atendimento ao público. Então porquê? É um trabalho como outro qualquer, pensaria qualquer um. Mina não. Eu era tão pouco humilde, que sujeitar-me a estar atrás de um balcão me provocava tal urticária que era tudo de castigo e nunca opção. Não era para isto que estava formatada e nunca na vida me tinha permitido pensar de outra forma.
Ainda assim, não sei bem como ou porquê, aceitei. Era só um ginásio, coisinha pouca. Somente uma média de duzentas e cinquenta entradas por dia, dez pacotes diferentes e um staff alargado. Pessoas, serviços e uns quantos conhecidos...porque não? Pois sim.
Confesso que no início até me deixei deslumbrar. A dinâmica era tal, que até me permiti gostar e disponibilizei-me totalmente para as tarefas que me foram atribuídas. Mina, que sempre foi a melhor em tudo o que fazia, não imaginava o que estava para vir. Falhar nunca esteve em questão, principalmente porque que ainda agora tinha provado o fel do fracasso. Por isso, foram quatro anos de constante desafio. O que começou por ser erro, logo se tornou correcção e tecnicamente nada tenho a dizer sobre o meu desempenho. Sempre dei o meu melhor e compreendi que acima dos meus interesses, está o sucesso do clube.
Sei que no início, a minha postura como pessoa deixou muito a desejar. Não creio ter sido desagradável com ninguém, mas o meu auto-convencimento, admito, pode ser deveras irritante. Também sei que sou de difícil entranhamento, o que só abona a meu favor, a longo prazo. Digo isto, porque também fez parte da minha aprendizagem o saber gerir-me como pessoa e colega, sem provocar estranhamentos maiores.
Acredito piamente que tenho valor acrescentado e ao jeito de Principezinho, procuro ser responsável por todos aqueles que cativo. O grande drama é quando tenho que me dar com alguém que por alguma razão ou razão nenhuma, não me deixa confortável. Felizmente não me acontece tanto assim, mas acontecendo, tenho sempre a hipótese de não reincidir. Nestes casos, importa não valorizar tanto assim e ser o mais normal possível. O que me incomoda, é que sabendo-me como sei, não consigo aceitar que haja um filtro entre mim e outra pessoa, como se eu não conseguisse chegar a ela ou ela a mim. Sei que não devia me ralar tanto assim, mas é inevitável o pouco à vontade e questiono-me se o problema sou eu. Tenho noção que não é possível controlar assim as empatias pessoais e tenho tentado aceitar que não sou universal, mas ainda assim, é difícil.
O episódio que me motiva hoje, é prova do extremo a que levo este mau estar. Aconteceu com uma colega de trabalho com a qual não tinha particular afinidade mas com quem mantinha um relacionamento profissional. Admito que muitas vezes afirmei, à frente da própria e das colegas, ser a melhor recepcionista a recibos verdes e que a tal era um erro de casting por não poder trabalhar aos fins de semana, mas aquela noite em que, a seco, me acusa de ser 'intriguista'...foi muito!
Ora, pensando assim, e se estava entalado, a dita cuja tinha mais é que o dizer, mas sou uma acérrima defensora que certas coisas não se dizem, por mais sentidas que sejam. Na altura, nem tive reacção e fiquei tão mal que só mais tarde me questionei se aquela pessoa, que eu nunca achei dever muito à inteligência, sabia sequer o significado do termo e o quão grave era aquela acusação. O golpe foi de tal maneira fundo, que dei azo à paranóia e desatei a perguntar a toda a gente o que pensava de mim...verdadeiramente! Para meu descanso, ninguém me acusou de semelhante coisa, mas também fiz questão de perguntar só às pessoas que me interessava manter na carteira de relacionamentos e que muito legitimamente conquistei.
A partir daí, a dinâmica entre nós mudou, mas só por mim. Estranhamente, ou não, a atitude dela para comigo continuou a ser a mesma que até então. Parecia mesmo que nada daquilo a afectava, que a vida é mesmo assim e que é perfeitamente normal coexistir com uma pessoa falsa como eu e dizê-lo com toda a propriedade. Ainda hoje me cumprimenta como se nada fosse. Quase me faz pensar que foi só um sonho mau.
Estou aqui a tentar me lembrar há quanto tempo isto se passou e creio não estar enganada...faz pelo menos três anos. Mina pensava ter superado este trauma...até ontem. Estava eu no café com as girls e uns quantos figurantes, quando venho a saber que um deles é relativo da dita cuja e que uma das minhas girls já foi, em tempos, a sua melhor amiga! Tranquilo, pensei eu. Até que, mais tarde, já sem figuração, comento que a dita cuja não me traz boas recordações e conto a história. E não é que a desgraçada já lhe tinha dito que eu era uma falsa!? Please...parem o carrossel que eu quero sair!
Enfim...seguiu-se uma discussão sobre o assunto e a conclusão que não podemos gostar todos uns dos outros e não sei quê. Não me confortou, por isso aqui fica o desabafo. Sei que não posso controlar aquilo que os outros pensam de mim e também já fui avisada que dou demasiada importância ao assunto.
Quase que me condeno, escrito isto, por parecer tão coisinha e sentida, mas apesar da minha falibilidade como ser humano, tomo-me por exemplo de tolerância e bom senso que tanto falta nas pessoas com quem tenho que lidar mais ou menos estreitamente. Tento ser o mais imparcial possível nos meus julgamentos e procuro sempre a melhor argumentação para justificar o comportamento humano. O mais cruel é que quando nos sentimos injustiçados, difícil é passar por nós mesmos e pela vida como se nada fosse e blindar de indiferença o que nos afecta.
Absolvida ou não,
Mina*
domingo, 9 de dezembro de 2012
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Porque ele feliz
Hoje apetece-me!
Depois de uns quantos assuntos preguiçosamente gráficos, a palavra. Mais uma vez afirmo que não é por falta de assunto que me eclipso. Mina vida abunda em acontecimentos e todos eles dignos de profunda consideração. E de mais uma entrada!
A propósito do assunto major que aqui habito, tenho me sentido culpada por não pensar tanto assim. Ainda não consigo celebrar o dia em que não pense na pretérita pessoa, mas começo a ter vida para 98% do meu dia (aplause!). Em (des)compensação, os 2% residuais são capazes de me provocar sentimentos que insistem em doer (ooooh, coitada!).
Pois, isto de 'seguir em frente' tem que se lhe diga. Sim sim, sobrevivi. Claro que hoje estou melhor que há um ano atrás. Óbvio que aprendi muito na queda e ainda mais na subida fossa acima. Estou podendo e voltei a ser quem eu nunca devia ter deixado de ser. É o que parece, não é? Então porque não acreditam que é o suficiente? Porque eu própria não acredito?
É verdade que não tenho um encosto a quem chamar namorado, o que é suficiente para me passarem um atestado de vulnerabilidade. Não condeno. O ridículo é ver que o percurso que fiz até hoje e as opções que tomei para me salvaguardar, não são legíveis na minha testa quando me vejo confrontada. E o facto de eu admiti-lo não aligeira o mau estar. Não saber é confortável, mas quando se ouve algo que não se quer ouvir, é muito complicado colocar o filtro da indiferença. Vai ser assim, pelo menos até termos um figurante ao nosso lado, que camufle o que ainda e sempre. Aí, garanto-vos...ninguém vai querer saber.
Tudo isto vai de encontro àquilo que já não sou. Entendi que não é fraqueza admitirmos as nossas limitações e não faço questão de justificar o que sinto. O que aqui registo hoje é mais uma variável da equação que constantemente tenho de resolver, como cálculo de mim mesma. Os xis e os ypsilons de todos os dias são tão imprevisíveis quanto certos, por isso, resolvo-me.
"Ela é muito inteligente; inteligente demais, para uma mulher. Falta-lhe o vago encanto da fraqueza. São os pés de barro que dão valor ao ouro da estátua. E os pés dela...pés mimosos...não são de argila. Passaram pelo fogo, e o fogo enrijece o que não consome."
Oscar Wilde
Pensem nisso...
Mina*
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
sábado, 17 de novembro de 2012
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
domingo, 11 de novembro de 2012
Publicar ou não publicar Mina
Olá Mininhos e Mininhas!
Voltei a me ausentar da blogalidade e mais uma vez, por não saber como passar para verbo, os meus estados emocionais mais recentes. Não pensem que tenho sentido pouco ou menos, mas ao mesmo tempo que sinto as minhas dores boas e más, tenho sentido por terceiras pessoas, o que ajuda a camuflar o meu próprio momento.
Academicamente, tudo tranquilo. Já consegui ver os dentes de 25% da turma e em trabalho de grupo estou a fazer-me suportar. Em casa não tenho tido muitas ganas de trabalhar e no outro dia, em pleno teste, falhou-me a memória 5/5, que é como quem diz, em todas as questões. Nada que já não esteja a ser atacado com ampolas miraculosas, que já devia ter começado a tomar mais cedo.
Hoje é antevéspera de teste e como prova da minha dedicação ao estudo, não demorarei mais do que três horas a publicar esta bloguice.
A propósito de demora, tenho notado que é cada vez mais difícil escrever aquilo que tenho para dizer, no sentido em que selecciono os conteúdos e pondero se ainda devo falar disto ou daquilo, que supostamente, já devia estar ultrapassado. Sei que se voltar a ler-me, vou perceber porque disse isto ou aquilo, mas começo a me envergonhar de certos pensamentos daninhos que corrompem o meu bem estar. Sei que estou numa fase boa da minha vida, em que as provações de todos os dias se transformaram em rotina suportável e até bem vivida, mas ainda assim. Sempre o mas.
Ainda no outro dia afirmava que me sinto bem e agradeço, para agora estar aqui a tentar dizer que apesar de, não estou...como dizer...completa. O mais frustrante é que não consigo atribuir uma metade, quarto ou terço em falta. Sinto-me inconformada com qualquer coisa que não sei bem o que é.
Talvez esteja a ser influenciada pelo momento bom de algumas pessoas próximas e queira também um pouco de novela para mim. Não que sinta inveja, de todo. Um ligeiro ciúminho, talvez, mas só porque tenho tendência a ser possessiva nas minhas relações não amorosas. Imaginem o que é ver a minha wingwoman a passar para outro cockpit. Doloroso!! Agora imaginem o que é ver a minha wingwoman a passar para outro cockpit. Maravilhoso!! Repararam? Não é engano...é o meu conflito interior.
É óbvio que o bem estar da querida pessoa, suplanta enormemente o meu sentimentozinho de abandono e justifica-se plenamente quando o brilho flourescente dos seus dentes me cega a vista. Perdoem-me se estou a sofrer por antecipação. É isso.
E lá está...Mina leu os parágrafos anteriores e não sabe muito bem se os mantém. Será que se percebe que, aparte estar a comungar da felicidade dos meus próximos, também quero um encosto? Assim como troca de cromos...tu dás-me um e eu dou-te outro! Não ter um cromo para trocar, está a embrutecer-me e não quero continuar a justificar-me com uma caderneta de kinders que me devem ver, no máximo, como ama de leite. Eu sei...estou a ser ridícula.
O que vale é que até tem graça e diverte-me, e enquanto assim for, porque não? Bem me dizem que não tenho nada a perder, mas e a ganhar?!...Melhor é deixar-me estar e ter muito cuidado com aquilo que desejo. Sei que consigo tudo aquilo que quero, mas será que quero mesmo?!
E antes que feche esta janela e remeta os meus escritos para rascunho, vou ficar-me por aqui.
Decididamente,
Mina*
domingo, 4 de novembro de 2012
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Vinte e uma garrafas depois
Como se não bastasse o molho marroquino chili picante Mina, a água número meu! Tem lógica, ainda que optem pelo mild.
Hidratem-se!!
Hidratem-se!!
terça-feira, 30 de outubro de 2012
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Escrito a Times New Mina
Miníssimos, estou metida em trabalhos!
A mise criativa deste meu coche académico tem sido difícil de dar...acho que ainda estou sem gota. Não creio que se trate de desmotivação, só que tem dias que nem o mínimo me apetece fazer. É certo que os prazos dilatados ajudam ao deixa andar, mas tenho mesmo que sair do modo 'sob pressão funciona', que é o que tenho feito nos últimos tempos (no semestre passado funcionou!). O que ainda não consegui sintetizar, é que agora estou num curso em que todos os dias se exige trabalho feito e muitas folhas caras cheias de pensamentos gráficos. Dou-me mais um mês para aclimatar. Será o suficiente?
Apesar da intermitência, tenho andado de máquina fotográfica a tiracolo, muito a propósito da primeira proposta de trabalho do cadeirão de projecto. O objectivo é iniciar o estudante na arte de ver com consciência e detalhe, que é como quem diz, estar muito atenta e descobrir, algures na urbanidade e uma a uma, as letras do alfabeto romano. Que interessante!! Pois, até dar por mim feito japonês a disparar em todas as direcções e a não apanhar um agá que seja.
Mesmo assim, já consigo cozinhar uma nutritiva sopa para o jantar de hoje! Aqui vai a receita:
(Por favor, cozinhem a seco...este é um dos casos em que não se pode meter água!)
Uaaaaau...isto bem podia ser como estar no Masterchef Wood!
Em concurso,
ABCDEFGHIJKLMina*NOPQRSTUVWXYZ
domingo, 14 de outubro de 2012
Cheia de min(a)
Meus estimados seguidores,
É raro o dia que não me lembro de passar por cá e mais raro ainda o que vos canto. Eu sei, é uma desconsideração para com quem se habituou ao meu foie gras intectual, mas reparem...não faz diferença nenhuma para os que me vão ler daqui a muitos anos, num pdf qualquer.
Entretanto, só para vocês, tenho constatado que nada de muito significativo me tem provocado regurgitação literária. Os tempos de dor aguda e humidade permanente já lá vão. Do meramente residual já me incinerei e, no entanto, dou por mim a desejar uma emoção qualquer que me provoque não menos que um friozinho na barriga. Será que só me sinto válida quando estou em provação?
Lembrei agora, a propósito de debates catitas sobre pessoas sofridas, que apesar de não me identificar com a classe, estou solidária. Talvez porque apesar de tantas vezes estar a curtir um lodo muito mais escorregadio que o de qualquer outra alma, me sinto verdadeiramente superior. Sim, porque o meu lodo é muito melhor que o teu e sim, porque sou melhor que os outros, até no mais fundo que se pode bater. Que é como quem diz...sou mais sofrida que tu, pois claro...mas só porque sei fazê-lo melhor.
Será por isso é que em tempos idos me chamavam de convencida? Na altura, achava uma tolice e refutava a valer, mas agora acho que tinham razão. Só não percebo uma coisa: como é que sendo mais gorda que as outras, menos atraente que as outras e terrivelmente menos popular que as outras, tinha a valente lata de ainda assim me achar superior. O que mais tem piada é que, já então, tinha a firme convicção que me destacava dos demais, mesmo que isso não abonasse a meu favor. Lá por dentro, eu era assim como um patinho feio que mais cedo ou mais tarde ia crescer, fazer uma dieta...et voilá! Até hoje.
Por isso é que na minha historinha de encantar, o raio do cisne tende a não se revelar. Não digo que ainda seja pato gordo, mas algures pelo caminho creio ter hipotecado muito daquilo que eu pensei vir a ser um dia. Sei o que parece...fraca auto-estima. Não nego. No entanto, apesar do tombo emocional que me desfigurou corpo e alma, continuo lá em cima, naquele lugar que só eu sei e tantas vezes não desejo. É um saber de mim que tantas vezes finjo ignorar para não ter que corresponder. Sei que entro em conflito comigo mesma, mas é da maneira que nunca me excedo e passo despercebida. A ideia é acharem sempre que não estás a tirar partido máximo das tuas potencialidades. Tem resultado!
E tudo isto vinha a propósito do quê?...Mina diz que não se sente? Aaah pois não! Ele é porque dou por mim a pensar no que ainda mexe e tão mais do mesmo; porque estou bem viva quando provo o fel das quintas feiras (em que bato de frente com pessoa indesejável); porque não quero deixar de sentir a falta de quem me faz falta todos os dias; porque 'onde estás?' 'como estás?' 'o que fazes?'; e principalmente, porque 'Não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito'.
E com Shakespeare vos deixo...
Sentindo-me Mina*
É raro o dia que não me lembro de passar por cá e mais raro ainda o que vos canto. Eu sei, é uma desconsideração para com quem se habituou ao meu foie gras intectual, mas reparem...não faz diferença nenhuma para os que me vão ler daqui a muitos anos, num pdf qualquer.
Entretanto, só para vocês, tenho constatado que nada de muito significativo me tem provocado regurgitação literária. Os tempos de dor aguda e humidade permanente já lá vão. Do meramente residual já me incinerei e, no entanto, dou por mim a desejar uma emoção qualquer que me provoque não menos que um friozinho na barriga. Será que só me sinto válida quando estou em provação?
Lembrei agora, a propósito de debates catitas sobre pessoas sofridas, que apesar de não me identificar com a classe, estou solidária. Talvez porque apesar de tantas vezes estar a curtir um lodo muito mais escorregadio que o de qualquer outra alma, me sinto verdadeiramente superior. Sim, porque o meu lodo é muito melhor que o teu e sim, porque sou melhor que os outros, até no mais fundo que se pode bater. Que é como quem diz...sou mais sofrida que tu, pois claro...mas só porque sei fazê-lo melhor.
Será por isso é que em tempos idos me chamavam de convencida? Na altura, achava uma tolice e refutava a valer, mas agora acho que tinham razão. Só não percebo uma coisa: como é que sendo mais gorda que as outras, menos atraente que as outras e terrivelmente menos popular que as outras, tinha a valente lata de ainda assim me achar superior. O que mais tem piada é que, já então, tinha a firme convicção que me destacava dos demais, mesmo que isso não abonasse a meu favor. Lá por dentro, eu era assim como um patinho feio que mais cedo ou mais tarde ia crescer, fazer uma dieta...et voilá! Até hoje.
Por isso é que na minha historinha de encantar, o raio do cisne tende a não se revelar. Não digo que ainda seja pato gordo, mas algures pelo caminho creio ter hipotecado muito daquilo que eu pensei vir a ser um dia. Sei o que parece...fraca auto-estima. Não nego. No entanto, apesar do tombo emocional que me desfigurou corpo e alma, continuo lá em cima, naquele lugar que só eu sei e tantas vezes não desejo. É um saber de mim que tantas vezes finjo ignorar para não ter que corresponder. Sei que entro em conflito comigo mesma, mas é da maneira que nunca me excedo e passo despercebida. A ideia é acharem sempre que não estás a tirar partido máximo das tuas potencialidades. Tem resultado!
E tudo isto vinha a propósito do quê?...Mina diz que não se sente? Aaah pois não! Ele é porque dou por mim a pensar no que ainda mexe e tão mais do mesmo; porque estou bem viva quando provo o fel das quintas feiras (em que bato de frente com pessoa indesejável); porque não quero deixar de sentir a falta de quem me faz falta todos os dias; porque 'onde estás?' 'como estás?' 'o que fazes?'; e principalmente, porque 'Não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito'.
E com Shakespeare vos deixo...
Sentindo-me Mina*
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Minamorfose
Saudações minescas!
Faz uma semana que estou para vos falar da já encetada lide académica. Por enquanto, ainda sem grandes dores, mas já com leitura obrigatória e proposta de trabalho.
É sempre com grande espectativa que encaro os programas de cada disciplina, nomeadamente as mais práticas. Folgo em saber que há testes escritos para uma científica avaliação de conhecimentos, mas o que mais me preocupa são os trabalhos práticos. Desde que no primeiro ano de caloira, no defunto curso de arquitectura, me puseram a brincar com cubos de 10x10 centímetros de esferovite , tudo o resto parece-me muito pouco interessante. Diga-se de passagem que me dei muito mal com os ditos cujos e que me saiu mais de sujeira que de aprendizagem.
Não ultrapassada que está a fasquia, foi-me proposta a execução de uma banda desenhada, baseada no segmento de um conto que, após ponderação do docente, veio a ser 'A Metamorfose', de Franz Kafka. Assim de repente, logo me pareceu demasiado adulto para o público que me acompanha na sala de aula, mas aí lembrei-me...aaah bom, universidade! Acho que já tinha uma lasquinha de saudades deste mundo conceptual e criador de onde nunca devia ter saído e onde vim parar depois de incursões muito pouco ponderadas e sucedidas. Acho que, finalmente, estou bem aqui.
Quanto ao conto, propriamente dito, custou pegar-lhe. Menos de cem páginas parecia até facilitador, mas esta inércia latejante atormenta-me até à véspera de entregas e só hoje, precisamente véspera, me dignei a ler até ao fim.
Lido que está, muito me agrada a semelhança metafórica que tem com a minha própria existência recente. Mui resumidamente, conta a história de um caixeiro viajante, Gregor Samsa, que um dia acorda metamorfoseado em insecto. A partir daí, gera-se um drama familiar, que se estende aos pais e irmã, com quem vive, até ao total definhamento e consequente morte do coitado. O mais triste é que não é de Baygon que perece o bichinho. Leiam, por favor!
Foi fácil fazer o paralelo...'A Minamorfose', pensei. Também eu acordei um dia e era uma vaca. Sim, uma animalidade enorme, conformada e pastante. Não sei se as vacas são infelizes, mas Mina era. De uma maneira muito correcta, porque não era consciente, nem tão pouco voluntária. Agora sei, que muito errada e consentida.
A verdade é que não tinha ganas para ser de outra maneira. Tal como Gregor, o insecto, também eu me estranhei ao ver-me naqueles contornos. Porém, padecia de um estranho bem estar que me tomava o espírito e fazia com que sobrevivesse, adaptada aquilo que me tinha transformado. Por mais que me tentasse mexer, tudo era difícil, incómodo e assustador, por isso foi mais fácil deixar-me ficar.
Mina sentiu-se como Gregor...presa num quarto demasiado grande e inadaptado. E tinha vergonha de me mostrar assim, vaca. Não era uma questão de físico, mas uma agonia de não estar a ser, a corresponder e validar aquilo que esperavam que eu fosse. E nada podia fazer, só esperar por ajuda...e eu gritava...gritava e não me ouviam. Mugia.
Tudo teria sido menos óbvio se não tivesse aquela porta, por onde também eles chamavam por mim e estranhavam o meu atraso. No entanto, não podiam fazer nada...não me sabiam por dentro. E é neste momento que importa distinguir os que continuaram a ignorar, por me saberem capaz e os que desistiram, à semelhança da família de Gregor. Enquanto que esses me alimentaram para garantir a minha sobrevivência, outros assistiram ao meu enfraquecer, à espera do fim. Não eras pai, nem mãe, nem irmã...eras o meu companheiro. E desististe de mim.
Foi assim que eu, que outrora fui a força, o sustento e o calor da casa a que chamei relacionamento, passei a ser peso, excesso e dificuldade. Nunca pensei que o fizesses, mas mandaste me abater.
(...)
O conto acaba que nem 'viveram felizes para sempre'. O bug morreu. Pai, mãe e irmã descobrem uma nova dinâmica familiar e preparam-se para uma vida diferente, mais relaxada e produtiva.
E tu?
E eu?
To be continued...
Minaa
Faz uma semana que estou para vos falar da já encetada lide académica. Por enquanto, ainda sem grandes dores, mas já com leitura obrigatória e proposta de trabalho.
É sempre com grande espectativa que encaro os programas de cada disciplina, nomeadamente as mais práticas. Folgo em saber que há testes escritos para uma científica avaliação de conhecimentos, mas o que mais me preocupa são os trabalhos práticos. Desde que no primeiro ano de caloira, no defunto curso de arquitectura, me puseram a brincar com cubos de 10x10 centímetros de esferovite , tudo o resto parece-me muito pouco interessante. Diga-se de passagem que me dei muito mal com os ditos cujos e que me saiu mais de sujeira que de aprendizagem.
Não ultrapassada que está a fasquia, foi-me proposta a execução de uma banda desenhada, baseada no segmento de um conto que, após ponderação do docente, veio a ser 'A Metamorfose', de Franz Kafka. Assim de repente, logo me pareceu demasiado adulto para o público que me acompanha na sala de aula, mas aí lembrei-me...aaah bom, universidade! Acho que já tinha uma lasquinha de saudades deste mundo conceptual e criador de onde nunca devia ter saído e onde vim parar depois de incursões muito pouco ponderadas e sucedidas. Acho que, finalmente, estou bem aqui.
Quanto ao conto, propriamente dito, custou pegar-lhe. Menos de cem páginas parecia até facilitador, mas esta inércia latejante atormenta-me até à véspera de entregas e só hoje, precisamente véspera, me dignei a ler até ao fim.
Lido que está, muito me agrada a semelhança metafórica que tem com a minha própria existência recente. Mui resumidamente, conta a história de um caixeiro viajante, Gregor Samsa, que um dia acorda metamorfoseado em insecto. A partir daí, gera-se um drama familiar, que se estende aos pais e irmã, com quem vive, até ao total definhamento e consequente morte do coitado. O mais triste é que não é de Baygon que perece o bichinho. Leiam, por favor!
Foi fácil fazer o paralelo...'A Minamorfose', pensei. Também eu acordei um dia e era uma vaca. Sim, uma animalidade enorme, conformada e pastante. Não sei se as vacas são infelizes, mas Mina era. De uma maneira muito correcta, porque não era consciente, nem tão pouco voluntária. Agora sei, que muito errada e consentida.
A verdade é que não tinha ganas para ser de outra maneira. Tal como Gregor, o insecto, também eu me estranhei ao ver-me naqueles contornos. Porém, padecia de um estranho bem estar que me tomava o espírito e fazia com que sobrevivesse, adaptada aquilo que me tinha transformado. Por mais que me tentasse mexer, tudo era difícil, incómodo e assustador, por isso foi mais fácil deixar-me ficar.
Mina sentiu-se como Gregor...presa num quarto demasiado grande e inadaptado. E tinha vergonha de me mostrar assim, vaca. Não era uma questão de físico, mas uma agonia de não estar a ser, a corresponder e validar aquilo que esperavam que eu fosse. E nada podia fazer, só esperar por ajuda...e eu gritava...gritava e não me ouviam. Mugia.
Tudo teria sido menos óbvio se não tivesse aquela porta, por onde também eles chamavam por mim e estranhavam o meu atraso. No entanto, não podiam fazer nada...não me sabiam por dentro. E é neste momento que importa distinguir os que continuaram a ignorar, por me saberem capaz e os que desistiram, à semelhança da família de Gregor. Enquanto que esses me alimentaram para garantir a minha sobrevivência, outros assistiram ao meu enfraquecer, à espera do fim. Não eras pai, nem mãe, nem irmã...eras o meu companheiro. E desististe de mim.
Foi assim que eu, que outrora fui a força, o sustento e o calor da casa a que chamei relacionamento, passei a ser peso, excesso e dificuldade. Nunca pensei que o fizesses, mas mandaste me abater.
(...)
O conto acaba que nem 'viveram felizes para sempre'. O bug morreu. Pai, mãe e irmã descobrem uma nova dinâmica familiar e preparam-se para uma vida diferente, mais relaxada e produtiva.
E tu?
E eu?
To be continued...
Minaa
terça-feira, 25 de setembro de 2012
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Semana zero
Queridos Minescos, esta foi uma semana de provações!
Como sabem (ou não), voltei às aulas. Nada de especial se não significasse mudança, desconhecido e muito pouca motivação. Ou talvez não. São três factores particularmente conhecidos e mutantes para Mina que destas andanças já devia ser mestranda. Senão vejamos:
Mudança: substantivo cruel, de insistência miudinha, que teima em me atormentar cada vez que penso que estou a ir pelo caminho certo. Nos últimos anos, visita-me mais do que qualquer um dos meus familiares. Tem a particularidade de vir associada a algo mau, mas promete sempre que 'é para melhor'. Logo vos digo;
Desconhecido: ou em plural...tantos! Mina jovem e muito pouco sabida, tinha tendência à timidez, mas sabia que por mais embaraçoso que fosse ter que conhecer uns quantos caramelos e privar com eles durante um ou mais anos, acabava por ser normalíssimo e até proveitoso. Por isso, e cheia de confiança, decidi abordar o assunto de outra maneira. Para isso, fiz-me de bicho do buraco, dando a mim própria o direito a não ter que lhes dirigir palavra. Resultado? Na boa, mas só até ter que fazer trabalhos em grupo. Neste caso, faz-te um pouco passada da cabeça e logo te tratam como uma pessoa muito especial. É suportável;
Motivação: essa entidade que, tal como o Espírito Santo, devia descer em mim e me emprenhar que nem coelhos. O que falhou nos últimos anos? Mina deixou o mundo conceptual e criador e enveredou pelas ciências exactas. Obviamente, acabei por me espatifar ao comprido e a contentar-me em não passar de 2,5 valores na pauta final. Castigo! Espero que este ano esteja em período fértil e que se gere em mim, o equivalente académico a sextuplos.
Justificada que está a minha fobia à semana zero, eis que surge a consequência. Não da semana, mas da mudança: foi para melhor, mas vem com desconhecidos que já conheço. O que acontece à motivação? Transforma-se em arrependimento, culpa e aqui e ali, vergonha. E reduz Mina a uma insignificância que nem nos meus piores dias pensaria ser.
Esta semana, experimentei muito daquilo que quis evitar quando há anos atrás não fiz a opção certa, com a agravante de já não ter comigo a pessoa que mais me ia motivar, ajudar e admirar.
Senti-me tão capaz quanto derrotada, como se fosse evidente que podia ter evitado sentir o estou a sentir, mas com a certeza que nada terá sido em vão. Por isso, o mau estar que sinto tem tanto de castigo, como de cura...dói, mas liberta. E tenho a certeza, que mais do que nunca, estou preparada para o que aí vem. Academicamente, pelo menos. O resto, é sobrevivência.
...e tudo isto porque vi o meu pretérito, a sua presente, os seus e também meus conhecidos e sim, bateu forte. Foi assim como que um acidente...nem imaginam quão literalmente!
Muito sentida,
Mina*
Como sabem (ou não), voltei às aulas. Nada de especial se não significasse mudança, desconhecido e muito pouca motivação. Ou talvez não. São três factores particularmente conhecidos e mutantes para Mina que destas andanças já devia ser mestranda. Senão vejamos:
Mudança: substantivo cruel, de insistência miudinha, que teima em me atormentar cada vez que penso que estou a ir pelo caminho certo. Nos últimos anos, visita-me mais do que qualquer um dos meus familiares. Tem a particularidade de vir associada a algo mau, mas promete sempre que 'é para melhor'. Logo vos digo;
Desconhecido: ou em plural...tantos! Mina jovem e muito pouco sabida, tinha tendência à timidez, mas sabia que por mais embaraçoso que fosse ter que conhecer uns quantos caramelos e privar com eles durante um ou mais anos, acabava por ser normalíssimo e até proveitoso. Por isso, e cheia de confiança, decidi abordar o assunto de outra maneira. Para isso, fiz-me de bicho do buraco, dando a mim própria o direito a não ter que lhes dirigir palavra. Resultado? Na boa, mas só até ter que fazer trabalhos em grupo. Neste caso, faz-te um pouco passada da cabeça e logo te tratam como uma pessoa muito especial. É suportável;
Motivação: essa entidade que, tal como o Espírito Santo, devia descer em mim e me emprenhar que nem coelhos. O que falhou nos últimos anos? Mina deixou o mundo conceptual e criador e enveredou pelas ciências exactas. Obviamente, acabei por me espatifar ao comprido e a contentar-me em não passar de 2,5 valores na pauta final. Castigo! Espero que este ano esteja em período fértil e que se gere em mim, o equivalente académico a sextuplos.
Justificada que está a minha fobia à semana zero, eis que surge a consequência. Não da semana, mas da mudança: foi para melhor, mas vem com desconhecidos que já conheço. O que acontece à motivação? Transforma-se em arrependimento, culpa e aqui e ali, vergonha. E reduz Mina a uma insignificância que nem nos meus piores dias pensaria ser.
Esta semana, experimentei muito daquilo que quis evitar quando há anos atrás não fiz a opção certa, com a agravante de já não ter comigo a pessoa que mais me ia motivar, ajudar e admirar.
Senti-me tão capaz quanto derrotada, como se fosse evidente que podia ter evitado sentir o estou a sentir, mas com a certeza que nada terá sido em vão. Por isso, o mau estar que sinto tem tanto de castigo, como de cura...dói, mas liberta. E tenho a certeza, que mais do que nunca, estou preparada para o que aí vem. Academicamente, pelo menos. O resto, é sobrevivência.
...e tudo isto porque vi o meu pretérito, a sua presente, os seus e também meus conhecidos e sim, bateu forte. Foi assim como que um acidente...nem imaginam quão literalmente!
Muito sentida,
Mina*
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
domingo, 16 de setembro de 2012
Balanço estival
Saudações de último dia de férias vos dou!
Em primeiro lugar, Mina justifica a ausência prolongada com um grandessíssimo BAH, que é como quem diz, não me apeteceu escrever. E porquê? Não me apeteceu, pronto. É mau, eu sei...assim nunca mais ultrapasso a Pipoca mai Doce, nem lanço vernizes e livros e tantos outros etecéteras.
Já em pretérita ausência me auto-flagelei por ter o interesse em matar a fome de interesse às almas que me acompanham e, no entanto, privá-las de assunto. É tudo muito narcisista...Mina pa cá e pa lá...mas sei que um dia vou ler-me e escangalhar-me de riso, enquanto dou autógrafos numa Fnac qualquer a todos vocês e tantos outros.
Assim que me lembre, não posto desde Agosto, esse mês que me atormentou. Dantes era tempo de fazer mais umas horas e ganhar uns trocos extra para poder gastar no PXO e de PXO, como carinhosamente chamo o Porto Santo. Este ano, foi o esterco e a sensação que afinal, eu até gostava de lá passar o tempo que passava. Enfim...
Neste mês de Agosto, tentei minimizar o facto da minha família me ter convidado para lá passar uns dias. Cruel. Não pelo convite, mas pela ironia...foram todos, menos eu. Mina não podia ir, está claro! Não podia dar-me ao luxo de me cruzar com as pessoas que nos últimos anos andaram naquelas areias comigo. Não mesmo!!
Enquanto isso, fiquei aqui pela mainland a curtir a treva. Senti-me só, senti-me revoltada, senti-me livre, senti-me presa e, principalmente, senti que ainda estava longe de ultrapassar seja o que for de resíduo que me atormenta. Ao mesmo tempo, tentava recarregar o nitro para uns quantos episódios de 'Mina acorda para a vida'. Enquanto dormia para esquecer.
Não pensem que foi tudo mau! Aproveitei para me iniciar em actividades tão triviais e típicas de madeirense, que nem sei como nunca as tinha feito antes. De facto, Mina era um autêntico bicho do buraco. Shame on me. Ora atentem:
- Passeio de barco - Estava um dia lindo e o grupo era fantástico! Vi um exemplar da bicheza que nos visita nesta altura...uma baleia não sei das quantas. Lá fizemos uma espera à pequenita e ela presenteou-nos com uns quantos atchins muito próprios. O mergulho fica para a próxima, não vá eu ter uma overdose de aventura, mas aquele pôr-do-sol ficou na fotografia e na minha memória (escusado será dizer que pensei na dita cuja pessoa que vocês tão a pensar);
- Passeio a pé até ao Ninho da Freira, no Areeiro e mais uns sofridos quilómetros à frente. Consta que em determinados meses do ano, esse bicho muito católico vem fazer a sua postura naquele sítio. Concerteza que é mais esperto que nós, voa nas horas de menos calor e traz um bidão de água para não desidratar. Ainda assim, para recordar!
- Fim de semana no campo - Ponta Delgada. Mais uma vez, um grupo fantástico e uma casinha toda janota para passarmos duas noites. Objectivo: introduzir Mina adulta aos arraiais da Boaventura e do Seixal. Conclusão: gente gira, então é aí que vocês se escondem!!
- Festas de São Vicente, que segundo a maioria, é o melhor dos arraiais madeirenses. Mina é da opinião que o mais longo, concerteza é, não tivessemos nós abandonado o local do crime, já de dia! Efeméride, sem dúvida. (Hmmm...melhor sem registo fotográfico!)
E quando fui a ver, já era Setembro. Assim, como em jeito de balanço, fiquei feliz por não ter resistido ao desconhecido e confiar que seria melhor do que eu esperava. Sem dúvida. Ainda assim, aquele cansaço. Querer estar bem, requer muita energia e agora é tempo de voltar, não ao que dantes foi, mas à realidade que é Mina de todos os dias...carne que ainda dói.
Amanhã é dia de regresso às aulas. Já me apetecia ter o que fazer, mas não me estica as peles pensar no que aí vem. Não era suposto ser assim...
A arrumar a minha mochila nova,
Mina*
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Mina loves Batman
Caríssimos!
Descobri na passada madrugada, a cura para a neura residual: cinema - sessão da meia noite - Batman. It works!
É claro que nem toda a gente tem a sorte de fazer coincidir uma semana de caca com um cartaz de cinema com, pelo menos, um filme decente. E logo o filme do ano.
Mina não gosta de ver trailers, até porque na maior parte das vezes, acabam por ser melhores que o filme proprimente dito. Por isso, gosto de me sentar no meu lugar 13 ou 14 de uma fila qualquer e deixar-me surpreender até à última pipoca.
Desta vez, confesso que me aborreci com a primeira meia hora, o que não esperava, de todo. Porém, assim que o queridíssimo Bruce resolveu vestir de novo o fato, a acção, propriamente dita, começou! E que pena ter ficado por aqui. Ai de quem se atreva a pegar novamente na história e fazer um cagagézimo menos que o Sr. Nolan fez.
Christian Bale, opá...tu não és giro de fronha e aquela voz rouca que fazes quando mascarado, é um tanto ou quanto forçada, mas ficas tão bem de morcegão...ai credo! Agora imagina eu de Wood Woman, ao teu lado, a combater o crime em Gotham City. Coming soon!
De resto, adorei tudo o que de ambiência, luz, cenografia, fotografia e áudio foi feito. É nestes pormaiores que se distingue a excelência, não fosse Mina uma observadora atenta de tudo o que de imagem diz respeito. Muito muito, mas mesmo muito bom!
E aqui fica, já com saudades...
E vejam só...que vintage!!
1989 - Michael Keaton...eras lindo!
1992 - O pinguim...até que me deu pena!
1995 - Valeu pela banda sonora ('Kiss from a rose', Seal; 'Hold me, thrill me, kiss me, kill me', U2)
1999 - O horror do Batman com mamilos!
Vejam já...todos!!
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Sem título
Que falta de Mina! Já Agosto e nem uma pérola postada. Justificar-me-ei.
Não é que me falte assunto. Tenho uns quantos 'acorda para a vida em stand by' e neura atrás de neura que dá para escrever uma triologia.
O que me tira o sono? Se sei, ainda não tenho explicação para, mas o que é certo e tende para o esterco, é estar super blue quando tenho um bronze gostosão para exibir-me na vida.
Dissecando o assunto, a primeira coisa que me ocorre é a insistência do mesmo figurante nos meus sonhos recentes: o pretérito perfeito. É confortável não ter que vê-lo em modo acordada, por isso dormir sobre o assunto não tem sido fácil. O conteúdo é duvidoso, mas a intensidade perturba. Uma centelha de esperança ainda me alegrou quando sonhei com uma padaria, o que de resto é um sonho muitíssimo favorável, mas foi pão de pouca dura.
Aparentemente, e so far, nada de especial. Quem padeceu das dores que padeci, pode e deve ser indiferente à efemeridade de um sonho, mas para que percebam a perturbação, é assim como se depois destes 8 meses de privação, após filtrar o mau estar, a dor e a raiva, tivesse ficado algo residual. Que, sem dúvida, ficou. E acho que só pode ser saudade...uma falta que dantes passou despercebida, tão embrulhada em tanta coisa que estava.
Mina está a claudicar? Não quero...não posso. Ok, não quero. Poder posso e é incontornável. A grande questão é como passar por esta provação sem ser totó, ou seja, sem causar danos. E dano seria pensar que uma fraqueza significa que ainda estou na espectativa que algo aconteça...seja o que for.
Em alternativa, posso sempre pegar nisto que acho que ficou e arrumar na mesma prateleira que tudo o resto. O que me impede de o fazer? Sim, Mina...o que te impede? Será que insisto em guardar o resíduo enquanto espero que uma nova descarga se abata sobre mim e abafe de vez o que já de moribundo farta?
Às tantas, e cá entre nós, é só a falta de qualquer coisa que não me posso dar, mas que tenho a certeza que não quero de ti, meu pretérito. E talvez seja isso o que me entristece...saber que de ti, mais nada e que de qualquer outra coisa...ainda tenho que esperar. Chamo-lhe o entretanto...and it sucks!
E neste entretanto, apetece-me mandar-vos todos à merda e a mim para lá de cagalhões...
...fui!
domingo, 29 de julho de 2012
O que é funcional é bom
Aiii as Mina cruzes!
Esta semana que passou foi intensa que dói. Aceitei o desafio de fazer treino funcional no meu ginásio, a ver se acordo o meu metabolismo narcoléptico. Garanto-vos que quase entrei em falência cardiovascular...já para não falar dos efeitos dramáticos da privação de açucar.
Fora isso, foi uma caturrice: figuras ridículas, litradas de suor, gritinhos histéricos, lesões menores e muito desespero de causa. E no fim...CONSEGUI!! Com muito mérito.
Muito agradecida estou à minha generala e aos meus companheiros de treino. Foi graças a vocês que a minha maravilhosa performance será recordada por todos os utentes do ginásio, alguns funcionários e muitos turistas do hotel. Grande!
Superado que foi o desafio, arreganho-me ao saber que na próxima semana a minha dieta será à base de ferro...como eu gosto e sei. E bem anónima entre a testosterona do costume. Super-séries...aqui vou eu!
Ainda de molho,
Mina*
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Obrigada (smiley) beijinhos
Foi assim.
Aos que sofreram comigo por antecipação, desculpem lá qualquer coisinha. Afinal, não sangrou nada...nem sequer um bu bu no dedo.
De que estavas à espera, Mina?
Yaap...porque não?
domingo, 22 de julho de 2012
sábado, 21 de julho de 2012
#22
Olá olá, diz Mina com os dentes todos!!
Esta semana que passou tem sido verdadeiramente diabólica. Primeiro, aquela dieta de coroa que nada tem de valor nutritivo, depois este barbecue gigante que têm feito na minha Wood e entrementes, o puto Remax que não me sai do pensamento nem da vista.
Dito assim, até parece que andei ralada, mas na verdade, Mina esteve distraída com pensamentos mundanos e terrivelmente reais para não pensar no que, de facto, me atormenta: amanhã, dia 22.
Este número maravilha merecia um post, per se. São dois algarismos apenas, mas que de significado me perseguem...para o bem e para o mal. Poderá parecer paranóia...já sendo. No entanto, de tão constantemente confrontada, normal que se tornou e passou a ser como que um bom karma. E pensar que começou por ser o número do autocarro que aquele puto giro do liceu apanhava. Que rebuscado...eu sei!
Alguns anos se passaram e sempre a associação a algo ou alguém. Partilhar esta visão com terceiros, foi sempre um assunto delicado e guardá-lo só para mim, uma verdadeira cruz, por isso, lá de vez em quando me saía um ou outro suspiro em público. A razão?...pois claro...ver um 22.
Coincidência ou não, o meu pretérito perfeito faz anos neste dia...no mês de Julho. Amanhã, portanto. Sempre lidei muito bem com as coincidências que nos aconteceram a propósito do número e achei que era perfeitamente natural que ele próprio estivesse associado. Subtilezas à parte, a grande questão é se devo enviar-lhe uma sms de parabéns e em caso afirmativo, em que moldes? Sei que não devia estar a ser nhonhó com estas pequenices, mas é inegável que fico mexida com a situação.
Mina tinha mais é que ser superior a isso, até porque o pretérito me enviou um sms muito cordial e em atraso, lá pelos dias do meu aniversário. Na altura respondi como manda a mais básica etiqueta, não querendo entrar em grandes conversas. Porém, a resposta teve resposta e na altura acabámos por nos encontrar e lavar alguma roupa suja. Closure que foi.
Entretanto passaram-se seis meses, um ou outro avistamento fugaz e contacto zero. E agora?!...percebem o drama? Eu sei, não é nada comparado com o que lá vai, mas Mina está em overthinking e não quero abrir um precedente. Por favor, deixem de me ler, se acharem que estou a ser pussy. Eu própria vou auto-flagelar horrores por estar a antecipar algo que, muito provavelmente, me vai dar direito a uma facada tamanho familiar.
Por isso, intercedam por mim...
Mininha*
terça-feira, 17 de julho de 2012
Cagando realeza
Saudações minóides, meus caros com ou sem dentes!
Hoje Mina é menos que ontem e o dano está por reparar: uma coroa provisória em falta. Perguntam-se vocês se tenho sangue real? Não, não tenho, mas de princesa tenho os dentes.
Aproveito desde já, para te agradecer, uma vez mais. Minha JAQ, tu fizeste na minha boquinha o que nenhum príncipe jamais fará...obrigada!
Ah!...mas voltando ao assunto, pois sim...o problema é quando se quer meter dois ou três super gorilas de banana na boca e a coisa cede. Foi uma bola enooorme, com um brinde lá dentro...o dito cujo dentinho.
Até aqui tudo bem...a coisa cola-se! E para remediar, encaixa na perfeição. A única precaução a ter é mantê-la ali assim como que a querer saltar para debaixo da almofada, que nem dente de leite e tentar que a Tooth Fairy não venha tão cedo.
O desconforto era só quando Mina mastigava e deglutia os alimentos e foi aí que a fatalidade aconteceu...engoli a coroa!! Nada gourmet, digo-vos já. E nada bulímica a tentar provocar o vómito. Enfim...foi em vão.
Agora só consigo pensar que o meu sistema digestivo deve estar a fazer pouco de mim e que mais cedo ou mais tarde vai mandar a realeza cá para fora via fax. Se vou ficar à espera?!...NÃO. Posso até ter perdido o título, mas nunca a compostura!!
De boca fechada,
M_na
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