terça-feira, 31 de janeiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
Dieta para quê?
Havemos de engordar juntos, esse era o nosso sonho. Há alguns anos, depois de perder um sonho assim, pensaria que me restava continuar magro. Agora, neste tempo, acredito que me resta engordar sozinho.
José Luís Peixoto, in revista Visão (Janeiro, 2012)
José Luís Peixoto, in revista Visão (Janeiro, 2012)
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Muitos kilowatts depois
Mina de volta? Talvez, mas sem dor para escrever. Assim, neste estado que não consigo definir, mas que me conforma, nem sei o que postar.
Curioso como o mau estar é bem mais fácil de escrever que a indiferença. Sim, é disso que se trata...uma anormal indiferença. Não diria que suturei os meus golpes em definitivo, mas não me sinto fragilmente alinhavada.
Costuras à parte, Mina está (...) é isso, não consigo (...) Será bom ou mau? Acredito que melhor que ontem e menos bem que amanhã. Acho que tomei a estrada e não a vereda, desta vez. Sinto que não me escapo mais, o que é de realçar. É como se a cada instante ganhasse créditos para aquela medalha de honra dos 30 dias sóbria!
Por vezes dou por mim a pensar desde quando deixei de te sentir, para só estar cansada. Será que viver uma relação em que se está constantemente ligada à tomada é, no fim, um desperdício de energia? Depende da luz que me deste. Escuro, mas é dia!
Tantas vezes parei para pensar que era tudo demasiado. Demasiado bom, digo. Anormal e absurdo de bom. E esquecia de agradecer. Como fui ingrata, eu sei! Quando nos sentimos insuflados de desejo e querer, não nos damos conta dos pequenos milagres de cada dia. Quando não percebemos a dimensão do problema, cobramos. E como era desconfortável o engano...
Hoje, Mina agradece. Muito. No regrets. Tomara todo o mortal ter roçado o supremo como eu rocei..sem responsabilidades, espectativas, nem zelos...só viver intensamente cada momento. E sem grande esforço, agora vejo. É fácil quando não se complica. É difícil quando é demasiado simples. Até quando? Não sei, parece que foi ontem.
Irrepetível. Parece que o mundo acordou para nós. Como eu sei!
Então e agora, Mina...o que te mantém ligada? Boa pergunta, nem eu sei que tomada tomei. Só sei que quando somos grandes, e mesmo que comprimidos pelo desgosto, temos sempre algo a que nos ligar, nem que seja em modo de sobrevivência.
A todos os que me dão tomada para ultrapassar a treva, muito obrigada! Que não haja curto circuito entre nós.
Iluminada...
Mina*
Curioso como o mau estar é bem mais fácil de escrever que a indiferença. Sim, é disso que se trata...uma anormal indiferença. Não diria que suturei os meus golpes em definitivo, mas não me sinto fragilmente alinhavada.
Costuras à parte, Mina está (...) é isso, não consigo (...) Será bom ou mau? Acredito que melhor que ontem e menos bem que amanhã. Acho que tomei a estrada e não a vereda, desta vez. Sinto que não me escapo mais, o que é de realçar. É como se a cada instante ganhasse créditos para aquela medalha de honra dos 30 dias sóbria!
Por vezes dou por mim a pensar desde quando deixei de te sentir, para só estar cansada. Será que viver uma relação em que se está constantemente ligada à tomada é, no fim, um desperdício de energia? Depende da luz que me deste. Escuro, mas é dia!
Tantas vezes parei para pensar que era tudo demasiado. Demasiado bom, digo. Anormal e absurdo de bom. E esquecia de agradecer. Como fui ingrata, eu sei! Quando nos sentimos insuflados de desejo e querer, não nos damos conta dos pequenos milagres de cada dia. Quando não percebemos a dimensão do problema, cobramos. E como era desconfortável o engano...
Hoje, Mina agradece. Muito. No regrets. Tomara todo o mortal ter roçado o supremo como eu rocei..sem responsabilidades, espectativas, nem zelos...só viver intensamente cada momento. E sem grande esforço, agora vejo. É fácil quando não se complica. É difícil quando é demasiado simples. Até quando? Não sei, parece que foi ontem.
Irrepetível. Parece que o mundo acordou para nós. Como eu sei!
Então e agora, Mina...o que te mantém ligada? Boa pergunta, nem eu sei que tomada tomei. Só sei que quando somos grandes, e mesmo que comprimidos pelo desgosto, temos sempre algo a que nos ligar, nem que seja em modo de sobrevivência.
A todos os que me dão tomada para ultrapassar a treva, muito obrigada! Que não haja curto circuito entre nós.
Iluminada...
Mina*
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Remissão
Se há doença que me diagnosticar, chamo-lhe Síndroma de Peter Pan. Sim, o menino que vivia na Terra do Nunca e não queria crescer. Parece-vos infantil? Tanto, que roça o ridículo.
E tudo começa, inevitavelmente, há muito tempo atrás, nos anos em que qualquer coisa era tão possível quanto dramática...a adolescência. Passei por ela com distinção e não tenho grandes males a lamentar. Era um modelo de virtude, empenho e ambição. Que inveja!
Mesmo assim, tudo era vivido ao máximo, a espectativa era enorme, as responsabilidades mínimas, mas crescentes. Desde muito cedo Mina foi independente. Quando os pais de toda a gente despejavam e recolhiam a sua descendência na escola, eu apanhava o autocarro. Aquele ritual de todos os dias nunca me foi penoso, pelo contrário. Tinha liberdade de ser e fazer o que me apetecesse, desde que estivesse em casa na hora estipulada. Que falta que me faz hoje uma boa regra, o recolher obrigatório.
Mina cumpriu o seu papel de filha, irmã, sobrinha e amiga. Não era assim tão complicado. Até o dia...
E que dia foi esse? Ainda não sei. Só sei que ainda é hoje, todos os dias. Desde então parei de crescer e vivo num mundo, que não sendo a Terra no Nunca, é Terra do Nunca Mais. Nunca mais sou grande. Sinto-me incapaz de coexistir no mesmo lugar que toda a gente que vive, todos os dias, mais um dia simples. Inadaptação? Sono...um sono enorme que me faz dormir a ambição, o empenho e a vida.
Sou infeliz? A felicidade está demasiado sobrevalorizada. Ser ou não ser, não é, de todo, a questão. Apesar de estar presa num 'rewind', como se de 'play se tratasse, tiro de mim e de com quem privo, o máximo possível, esponja de valores. E esta vida que ora é sono, ora é benção, vai me apurando o gosto, limando as falhas, aparando as arestas vivas de medo e de mudança.
Nos mais recentes anos, Mina foi nómada. Andava de casa em casa, disputada por quem (eu?) me necessitava. E eu ia, muito capaz e disponível. Vejo agora que tinha tudo de mau como de bom. Por um lado, a responsabilidade de preparar alguém para mais um dia, do outro, adormecer e acordar ao lado de quem se quer muito. E ainda as folgas, em casa não própria, mas do mais fixo que tenho.
Era uma canseira, eu sei. Hoje adormeço na minha cama e acordo, surpresa, nela mesma! Está quente de mim, mas fria de espaço. Basta-me, mas não me completa. Continua a ser cansaço...de nada.
Insatisfeita, mais do que tudo. Cada opção que tomo, por mais válida que seja, é sempre retardada por um sentimento de que a concretização não basta. E aí reside o erro. Ainda antes de fazer por isso, estou a questionar se vale a pena e a ponderar o falhanço.
Não quero mais ser assim. Quero voltar a passear nas coisas sem ter que as pensar tão dolorosamente. Quero tentar, só por tentar. Fazer, só porque tem que ser. Desistir, se preciso for. Mudar, se me sentir diferente. Quero ser fiel a mim mesma, sem me levar por hesitações que me atrasem a consciência.
Peter Pan, o tanas! Estou no grau máximo de um melanoma que eu mesma fiz crescer em mim. Quero estirpá-lo, o quanto antes. Quero fazer quimioterapia de vida, matar o cancro que me tornei, ter uma segunda oportunidade. Tenho sobrevivido assim. Agora, quero viver. Sozinha, saudável e capaz, como dantes fui. Melhor, porque agora o sei.
Fast forward,
Mina
E tudo começa, inevitavelmente, há muito tempo atrás, nos anos em que qualquer coisa era tão possível quanto dramática...a adolescência. Passei por ela com distinção e não tenho grandes males a lamentar. Era um modelo de virtude, empenho e ambição. Que inveja!
Mesmo assim, tudo era vivido ao máximo, a espectativa era enorme, as responsabilidades mínimas, mas crescentes. Desde muito cedo Mina foi independente. Quando os pais de toda a gente despejavam e recolhiam a sua descendência na escola, eu apanhava o autocarro. Aquele ritual de todos os dias nunca me foi penoso, pelo contrário. Tinha liberdade de ser e fazer o que me apetecesse, desde que estivesse em casa na hora estipulada. Que falta que me faz hoje uma boa regra, o recolher obrigatório.
Mina cumpriu o seu papel de filha, irmã, sobrinha e amiga. Não era assim tão complicado. Até o dia...
E que dia foi esse? Ainda não sei. Só sei que ainda é hoje, todos os dias. Desde então parei de crescer e vivo num mundo, que não sendo a Terra no Nunca, é Terra do Nunca Mais. Nunca mais sou grande. Sinto-me incapaz de coexistir no mesmo lugar que toda a gente que vive, todos os dias, mais um dia simples. Inadaptação? Sono...um sono enorme que me faz dormir a ambição, o empenho e a vida.
Sou infeliz? A felicidade está demasiado sobrevalorizada. Ser ou não ser, não é, de todo, a questão. Apesar de estar presa num 'rewind', como se de 'play se tratasse, tiro de mim e de com quem privo, o máximo possível, esponja de valores. E esta vida que ora é sono, ora é benção, vai me apurando o gosto, limando as falhas, aparando as arestas vivas de medo e de mudança.
Nos mais recentes anos, Mina foi nómada. Andava de casa em casa, disputada por quem (eu?) me necessitava. E eu ia, muito capaz e disponível. Vejo agora que tinha tudo de mau como de bom. Por um lado, a responsabilidade de preparar alguém para mais um dia, do outro, adormecer e acordar ao lado de quem se quer muito. E ainda as folgas, em casa não própria, mas do mais fixo que tenho.
Era uma canseira, eu sei. Hoje adormeço na minha cama e acordo, surpresa, nela mesma! Está quente de mim, mas fria de espaço. Basta-me, mas não me completa. Continua a ser cansaço...de nada.
Insatisfeita, mais do que tudo. Cada opção que tomo, por mais válida que seja, é sempre retardada por um sentimento de que a concretização não basta. E aí reside o erro. Ainda antes de fazer por isso, estou a questionar se vale a pena e a ponderar o falhanço.
Não quero mais ser assim. Quero voltar a passear nas coisas sem ter que as pensar tão dolorosamente. Quero tentar, só por tentar. Fazer, só porque tem que ser. Desistir, se preciso for. Mudar, se me sentir diferente. Quero ser fiel a mim mesma, sem me levar por hesitações que me atrasem a consciência.
Peter Pan, o tanas! Estou no grau máximo de um melanoma que eu mesma fiz crescer em mim. Quero estirpá-lo, o quanto antes. Quero fazer quimioterapia de vida, matar o cancro que me tornei, ter uma segunda oportunidade. Tenho sobrevivido assim. Agora, quero viver. Sozinha, saudável e capaz, como dantes fui. Melhor, porque agora o sei.
Fast forward,
Mina
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
roma, roam, mora, maro
"No amor é preciso que duas pessoas sejam uma e isso não é fácil de encontrar. E, uma vez encontrado, não é fácil de fazer permanecer."
José Luís Peixoto, in 'Notícias Magazine (2003)
Variante a Pessoa do costume, mas tão do mesmo. Matematicamente: 2=1, noves fora, zero. Por isso é que toda a gente chumba!
Pois... o amor. Esse substantivo tão verbo, conjugado por qualquer plural! Nenhum dicionário vai querer publicar esta minha versão. Artigo demasiado indefinido seria mais aceitável.
"Quando puderes dizer o teu grande amor, deixa o teu grande amor de ser grande." (inevitavelmente, Fernando Pessoa)
É isso! Andei eu a tentar uma medida, mas pudera não ter conseguido...não existe!
Revolta-me. Se eu nunca consegui medi-lo, como pudeste tu dizer que amavas mais, mais, e muito mais? 'Mais que' não implica que conheças o quanto eu sou? É um erro comum, o do não pensador, como se só de emoção se tratasse.
"A vida é a hesitação entre uma exclamação e uma interrogação. Na dúvida, há um ponto final." Fonte - Livro do Desassossego
Permitam-me uma correcção: substituir vida, por amor. Faz muito mais sentido, não faz? Não que eu queira pôr em causa o que escreveu um reputadíssimo esquizofrénico, mas repitam comigo:
O amor é a hesitação entre uma exclamação e uma interrogação. Na dúvida, há um ponto final. (Mina Wood, faz de conta)
E eu que tanto me interroguei e exclamei que não...demasiadas reticências. Enquanto isso, tu, ponto final. E tudo não passa de mera gramática.
Mina propõe-se para novo acordo ortográfico. Chamem-lhe Estudo Saramago. Acabem com a pontuação
Muito a sério
Mina Wood
José Luís Peixoto, in 'Notícias Magazine (2003)
Variante a Pessoa do costume, mas tão do mesmo. Matematicamente: 2=1, noves fora, zero. Por isso é que toda a gente chumba!
Pois... o amor. Esse substantivo tão verbo, conjugado por qualquer plural! Nenhum dicionário vai querer publicar esta minha versão. Artigo demasiado indefinido seria mais aceitável.
"Quando puderes dizer o teu grande amor, deixa o teu grande amor de ser grande." (inevitavelmente, Fernando Pessoa)
É isso! Andei eu a tentar uma medida, mas pudera não ter conseguido...não existe!
Revolta-me. Se eu nunca consegui medi-lo, como pudeste tu dizer que amavas mais, mais, e muito mais? 'Mais que' não implica que conheças o quanto eu sou? É um erro comum, o do não pensador, como se só de emoção se tratasse.
"A vida é a hesitação entre uma exclamação e uma interrogação. Na dúvida, há um ponto final." Fonte - Livro do Desassossego
Permitam-me uma correcção: substituir vida, por amor. Faz muito mais sentido, não faz? Não que eu queira pôr em causa o que escreveu um reputadíssimo esquizofrénico, mas repitam comigo:
O amor é a hesitação entre uma exclamação e uma interrogação. Na dúvida, há um ponto final. (Mina Wood, faz de conta)
E eu que tanto me interroguei e exclamei que não...demasiadas reticências. Enquanto isso, tu, ponto final. E tudo não passa de mera gramática.
Mina propõe-se para novo acordo ortográfico. Chamem-lhe Estudo Saramago. Acabem com a pontuação
Muito a sério
Mina Wood
domingo, 15 de janeiro de 2012
A t-shirt social
Mina abre hoje um closet que tem tanto de desleixo como de intenção.
Não neguem que para sobressair num dia, terei que provocar, noutro, uma mudança em relação a esse mesmo. Como me podem dizer que estou com muito melhor aspecto, se não estive, outrora, muito pior?
É o caso do saia-casaco de sempre, que tem tanto de negligência, como falta de tecido para me cobrir. Como devo eu vestir bom gosto num manequim tão pesado de ser? Não sei vos dizer o porquê, mas são estados tão dramaticamente opostos, que eu própria não sei bem se líquido, sólido ou gasoso. Se me importo? Sempre!
É como se um dia me sentisse digna de ser, e noutro já não. Visto ontem aquilo que não quero, para amanhã surpreender com aquilo que penso que sou, afinal. Perdida em trapos. Mina que sou.
Adaptação. É como se me quisesse camuflar entre os meus semelhantes...camaleão de emoções. O excesso de atenção faz-me querer ser menos, como se de retaliação se tratasse. Cientificamente falando:
Alguma das Leis de Newton
Acção: 'Que gira que estás hoje!'
Reacção: 'Ai é? Então vais ver amanhã...terás vergonha de me conhecer!'
E Mina, ufana, congratula-se. Sabes, às vezes és muito estúpida, mas depois falamos disso a sós (que é como quem diz, auto-flagelação).
Desconforto. Acho que me desabafei em demasia. Não quero que pensem em mim, ou nisto. Anulem-me do jeito que eu me anulo a mim mesma.
DEL,
Mina
Não neguem que para sobressair num dia, terei que provocar, noutro, uma mudança em relação a esse mesmo. Como me podem dizer que estou com muito melhor aspecto, se não estive, outrora, muito pior?
É o caso do saia-casaco de sempre, que tem tanto de negligência, como falta de tecido para me cobrir. Como devo eu vestir bom gosto num manequim tão pesado de ser? Não sei vos dizer o porquê, mas são estados tão dramaticamente opostos, que eu própria não sei bem se líquido, sólido ou gasoso. Se me importo? Sempre!
É como se um dia me sentisse digna de ser, e noutro já não. Visto ontem aquilo que não quero, para amanhã surpreender com aquilo que penso que sou, afinal. Perdida em trapos. Mina que sou.
Adaptação. É como se me quisesse camuflar entre os meus semelhantes...camaleão de emoções. O excesso de atenção faz-me querer ser menos, como se de retaliação se tratasse. Cientificamente falando:
Alguma das Leis de Newton
Acção: 'Que gira que estás hoje!'
Reacção: 'Ai é? Então vais ver amanhã...terás vergonha de me conhecer!'
E Mina, ufana, congratula-se. Sabes, às vezes és muito estúpida, mas depois falamos disso a sós (que é como quem diz, auto-flagelação).
Desconforto. Acho que me desabafei em demasia. Não quero que pensem em mim, ou nisto. Anulem-me do jeito que eu me anulo a mim mesma.
DEL,
Mina
sábado, 14 de janeiro de 2012
Not a good blog day
"Sentir é estar distraído." (Pessoa, pois claro!)
Mina deve estar concentradíssima. Ainda não senti hoje. Devo estar a dormir outra vida que não a minha. Definitivamente, hoje não sinto.
Adormeci-me, não senti sono. Deixei-me ficar, não senti conforto. Estou a postar, não sinto vontade. É um daqueles dias em que deixava que a outra metade sentisse por mim, me elevasse o corpo e me estimulasse os sentidos. Eras fraco para tanto eu, agora sei.
"Benditos os que não confiam a vida a ninguém." (mais Pessoa)
Eu confiei. Entreguei-me de fraqueza e deixei que me levasses pelo teu caminho. E eu ia, com medo de me perder. Cruel. Levaste-me a um beco sem saída. O muro é alto, não consigo trepá-lo ainda...tudo escorrega...tomba, que cai.
Afinal, acho que estou distraída. Este não sentir de hoje é sentir em contenção. O mesmo de sempre...sinto a tua falta, desesperadamente.
Melhor me acabar, por ora.
Inevitavelmente,
Mina Blue
Mina deve estar concentradíssima. Ainda não senti hoje. Devo estar a dormir outra vida que não a minha. Definitivamente, hoje não sinto.
Adormeci-me, não senti sono. Deixei-me ficar, não senti conforto. Estou a postar, não sinto vontade. É um daqueles dias em que deixava que a outra metade sentisse por mim, me elevasse o corpo e me estimulasse os sentidos. Eras fraco para tanto eu, agora sei.
"Benditos os que não confiam a vida a ninguém." (mais Pessoa)
Eu confiei. Entreguei-me de fraqueza e deixei que me levasses pelo teu caminho. E eu ia, com medo de me perder. Cruel. Levaste-me a um beco sem saída. O muro é alto, não consigo trepá-lo ainda...tudo escorrega...tomba, que cai.
Afinal, acho que estou distraída. Este não sentir de hoje é sentir em contenção. O mesmo de sempre...sinto a tua falta, desesperadamente.
Melhor me acabar, por ora.
Inevitavelmente,
Mina Blue
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Adele, acorda para a vida!
(Tópico ligeirinho, não precisa kleenex)
Hoje Mina pensou naquela rapariguita que tem vendido montes de discos ao cantar músicas que hoje eu vou desmascarar. Sim, atrevo-me.
Em primeiro lugar, cara Adele, gostava que soubesses ler em português. Sei que em breve, quando o meu blogue vender mais que os teus singles enganadores, vais querer ler sobre mim. Pede que traduzam. Sou madeirense, logo, povo superior.
Ver criaturas jovens a ouvir 'Someone like you' e cantar com todo o sentimento, como se percebessem aquilo que dizem é muito triste. Pior, é ver toda a gente a deliciar-se com o sofrimento horrível da rapariga e achar que também já sentiu o mesmo. Engano.
Analisemos bem:
'I heard that you're settled down
That you found a girl and you're married now'
Que é como quem diz, que o cujo dito encontrou outra e lá se assentou...casou, até!
Pois, estavas à espera de quê? Que ele voltasse para ti? Adiante.
'I heard that your dreams came true
Guess she gave you things, I didn't give to you'
Basicamente, estás a dizer que não lhe davas o que ele queria/precisava, mas agora a outra dá. Não te enganes. Nunca teria sido suficiente. Experimenta tirar um curso e não desistas. Enfim...
'I hate to turn up out of the blue uninvited
But I couldn't stay away, I couldn't fight it
I hoped you'd see my face and that you'd be reminded
That for me, it isn't over'
Este aqui, mata-me! Então ó sua tola..tu apareces assim sem ser convidada, fazes-te notar e ainda queres que ele perceba que sofres por ele? Sei que é material que vende, mas porra...pára de viver em negação. Sim, ele lembra-se de ti, duuuh, mas achas que o ingrato vai ter algum iluminamento ao te ver? Do género.....ah sim, tu, a mulher da minha vida. Ridícula. Não te enganes mais!
'Never mind, I'll find someone like you'
Mas afinal? Ele não te deixou? Sei que não especificas a razão da ruptura, ele até podia ser um docinho e tudo correr lindamente...mas olha lá...queres mesmo encontrar alguém como ele? Que não te dê valor, te substitua por outra e te faça sofrer como até agora? Queres que eu te bata já ou devo esperar que cantes outra coisa melhor? Please!
'I wish nothing but the best for you, too'
Hilariante. Querida Adele, vai enganar pretos! Ou és estúpida, ou não és mulher. Queres mesmo que ele se dê bem? Que seja feliz? Até podes enganar tantos quanto discos que vendes, mas a mim não me tomas por tola. Tu queres é ver sangue!
'Don't forget me, I beg, I remember you said
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead'
Ai sim? Ele dizia isso? Que conveniente! Não percebeste na altura, que ele já te queria pôr um par de patins, pois não? É que quando eles conseguem dizer essas coisas profundas, estão mas é já com o bilhete só de ida na mão. Mas não te preocupes, ele não te vai esquecer. Vais sempre ser aquela que tinha tanto para ser e não foi. Consola-te, pois disso não passa.
'Nothing compares, no worries or cares
Regrets and mistakes they're memories made
Who would have known how bitter-sweet this would taste'
Até que enfim te redimiste! Agora percebes que acabou, não? Sem tempo para arrependimentos, nem lamentos. Sem negação. Pois sim, dói como o caraças, mas tu até cantas bem...não terás problemas em dar música a quem quer que seja. E com jeitinho, até lhe cantas um fado, a ele!
Eu também canto, mas não o meu fadinho. Não tenho o mesmo sucesso platinado que tu, mas na minha música, agora sou eu a letrista. O que escrevi ontem, hoje e amanhã, será o melhor repertório não musical de sempre! A minha vida...
Let the music play...
Mina
Hoje Mina pensou naquela rapariguita que tem vendido montes de discos ao cantar músicas que hoje eu vou desmascarar. Sim, atrevo-me.
Em primeiro lugar, cara Adele, gostava que soubesses ler em português. Sei que em breve, quando o meu blogue vender mais que os teus singles enganadores, vais querer ler sobre mim. Pede que traduzam. Sou madeirense, logo, povo superior.
Ver criaturas jovens a ouvir 'Someone like you' e cantar com todo o sentimento, como se percebessem aquilo que dizem é muito triste. Pior, é ver toda a gente a deliciar-se com o sofrimento horrível da rapariga e achar que também já sentiu o mesmo. Engano.
Analisemos bem:
'I heard that you're settled down
That you found a girl and you're married now'
Que é como quem diz, que o cujo dito encontrou outra e lá se assentou...casou, até!
Pois, estavas à espera de quê? Que ele voltasse para ti? Adiante.
'I heard that your dreams came true
Guess she gave you things, I didn't give to you'
Basicamente, estás a dizer que não lhe davas o que ele queria/precisava, mas agora a outra dá. Não te enganes. Nunca teria sido suficiente. Experimenta tirar um curso e não desistas. Enfim...
'I hate to turn up out of the blue uninvited
But I couldn't stay away, I couldn't fight it
I hoped you'd see my face and that you'd be reminded
That for me, it isn't over'
Este aqui, mata-me! Então ó sua tola..tu apareces assim sem ser convidada, fazes-te notar e ainda queres que ele perceba que sofres por ele? Sei que é material que vende, mas porra...pára de viver em negação. Sim, ele lembra-se de ti, duuuh, mas achas que o ingrato vai ter algum iluminamento ao te ver? Do género.....ah sim, tu, a mulher da minha vida. Ridícula. Não te enganes mais!
'Never mind, I'll find someone like you'
Mas afinal? Ele não te deixou? Sei que não especificas a razão da ruptura, ele até podia ser um docinho e tudo correr lindamente...mas olha lá...queres mesmo encontrar alguém como ele? Que não te dê valor, te substitua por outra e te faça sofrer como até agora? Queres que eu te bata já ou devo esperar que cantes outra coisa melhor? Please!
'I wish nothing but the best for you, too'
Hilariante. Querida Adele, vai enganar pretos! Ou és estúpida, ou não és mulher. Queres mesmo que ele se dê bem? Que seja feliz? Até podes enganar tantos quanto discos que vendes, mas a mim não me tomas por tola. Tu queres é ver sangue!
'Don't forget me, I beg, I remember you said
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead'
Ai sim? Ele dizia isso? Que conveniente! Não percebeste na altura, que ele já te queria pôr um par de patins, pois não? É que quando eles conseguem dizer essas coisas profundas, estão mas é já com o bilhete só de ida na mão. Mas não te preocupes, ele não te vai esquecer. Vais sempre ser aquela que tinha tanto para ser e não foi. Consola-te, pois disso não passa.
'Nothing compares, no worries or cares
Regrets and mistakes they're memories made
Who would have known how bitter-sweet this would taste'
Até que enfim te redimiste! Agora percebes que acabou, não? Sem tempo para arrependimentos, nem lamentos. Sem negação. Pois sim, dói como o caraças, mas tu até cantas bem...não terás problemas em dar música a quem quer que seja. E com jeitinho, até lhe cantas um fado, a ele!
Eu também canto, mas não o meu fadinho. Não tenho o mesmo sucesso platinado que tu, mas na minha música, agora sou eu a letrista. O que escrevi ontem, hoje e amanhã, será o melhor repertório não musical de sempre! A minha vida...
Let the music play...
Mina
Apêndice - afinal, um orgão valioso!
Recentemente, Mina leu um artigo que diz que, um grupo de investigadores chegou à conclusão que o apêndice não é um órgão inútil. Muito pelo contrário, possui um papel fundamental no sistema imunológico. Segundo percebi, algumas bactérias, das boas, alojam-se lá no dito cujo e só saem quando é necessária a sua intervenção. Uau!
Fazendo um paralelo com a minha relação pretérita, não sei se poderei afirmar que já não tenho apêndice. De facto, acreditei sempre que o desgraçado não me servia para nada. Era só um apontamento decorativo que, uma vez inflamado, poderia ser retirado e Mina sobreviveria.
Hoje tenho dúvidas. Supostamente, a dor da inflamação é deveras aguda, mas uma vez retirado cirurgicamente, a dor passa e tudo volta ao normal. Em Mina, o que é normal? Não doer? Mas dói...constantemente.
O meu apêndice vai ficar para sempre em mim e é só uma questão de passar a inflamação. Aceito, mas durante quanto tempo? Há drogas legais para minimizar a agudeza da coisa? Quero já o meu médico de família. Ou o teu dealer.
Enfim, que não venham doenças maiores. Apendicite é mau, mas ao menos vou poder manter meu apêndice silencioso e guardar lá a bicharada boa. Será que quando precisar ela vai mesmo em meu socorro? Será que as bactérias que já foram usadas se vão e nascem outras? No corpo humano, como na vida, nem tudo é substituível...
Em permanente apendicite aguda,
Mina
Fazendo um paralelo com a minha relação pretérita, não sei se poderei afirmar que já não tenho apêndice. De facto, acreditei sempre que o desgraçado não me servia para nada. Era só um apontamento decorativo que, uma vez inflamado, poderia ser retirado e Mina sobreviveria.
Hoje tenho dúvidas. Supostamente, a dor da inflamação é deveras aguda, mas uma vez retirado cirurgicamente, a dor passa e tudo volta ao normal. Em Mina, o que é normal? Não doer? Mas dói...constantemente.
O meu apêndice vai ficar para sempre em mim e é só uma questão de passar a inflamação. Aceito, mas durante quanto tempo? Há drogas legais para minimizar a agudeza da coisa? Quero já o meu médico de família. Ou o teu dealer.
Enfim, que não venham doenças maiores. Apendicite é mau, mas ao menos vou poder manter meu apêndice silencioso e guardar lá a bicharada boa. Será que quando precisar ela vai mesmo em meu socorro? Será que as bactérias que já foram usadas se vão e nascem outras? No corpo humano, como na vida, nem tudo é substituível...
Em permanente apendicite aguda,
Mina
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Not a good feeling
Hoje, Mina está com uma incómoda sensação de mau estar, como se algo que, por si só já não é bom, estivesse a incomodar de outro modo, mais abrangente, menos egoísta.
Sinto que estou a fazer algo errado, pequenas atitudes que parecem justificar-se, mas que apertam por dentro, como se de paz podre se tratasse.
Apesar de sentir de morte a tua falta, não me é permitido ver-te, não seria de valor para nenhum de nós. Para ti, porque tomaste uma opção que implica distanciamento e não tenho o direito de estar presente. Para mim, porque não quero ser consequência, ainda que omissa.
É condenável não ter me desligado desse espaço que era também nosso? Desse canto familiar que é teu e já não meu? Que, bem vejo, não valorizas de cuidado e reconhecimento o tanto quanto eu sinto de saudade por já não ser.
Mina sente falta de um colo de Mãe...posso? Não quero invadir mais a intimidade de ninguém, mas é difícil este acabar de tudo. Preciso de um conselho, de um reforço positivo, saber o que estou a fazer, se bem ou mal? Devo isso não só a mim mesma, mas também àqueles que cativei e que agora tenho que abandonar.
Quero saber se compreendem que só quero que as coisas fiquem bem, sem grandes dores e evitáveis ressentimentos. Quero que aceitem e confiem em quem vos é incondicional. Eu fui provisória...não me devem nada, não tomem a minha dor. Abracem o que é vosso e acreditem. Sempre.
Com o peito empalado de angústia perdoem-me o desabafo. Fica aquele imensurável obrigada por me terem recebido como uma de vós.
Sempre...
Mina
Sinto que estou a fazer algo errado, pequenas atitudes que parecem justificar-se, mas que apertam por dentro, como se de paz podre se tratasse.
Apesar de sentir de morte a tua falta, não me é permitido ver-te, não seria de valor para nenhum de nós. Para ti, porque tomaste uma opção que implica distanciamento e não tenho o direito de estar presente. Para mim, porque não quero ser consequência, ainda que omissa.
É condenável não ter me desligado desse espaço que era também nosso? Desse canto familiar que é teu e já não meu? Que, bem vejo, não valorizas de cuidado e reconhecimento o tanto quanto eu sinto de saudade por já não ser.
Mina sente falta de um colo de Mãe...posso? Não quero invadir mais a intimidade de ninguém, mas é difícil este acabar de tudo. Preciso de um conselho, de um reforço positivo, saber o que estou a fazer, se bem ou mal? Devo isso não só a mim mesma, mas também àqueles que cativei e que agora tenho que abandonar.
Quero saber se compreendem que só quero que as coisas fiquem bem, sem grandes dores e evitáveis ressentimentos. Quero que aceitem e confiem em quem vos é incondicional. Eu fui provisória...não me devem nada, não tomem a minha dor. Abracem o que é vosso e acreditem. Sempre.
Com o peito empalado de angústia perdoem-me o desabafo. Fica aquele imensurável obrigada por me terem recebido como uma de vós.
Sempre...
Mina
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Dia não
"A minha vida é como se me batessem com ela." - Livro do Desassossego
Fernando, meu bom e sempre Pessoa, como tu és tortuoso..."um novelo enrolado pelo lado de dentro". Mina Wood é meada ainda por (des)enrolar. Tem ponta por onde se lhe pegue, mas está tão emaranhada que de nó cego está perdida.
As nódoas negras da minha recente existência gritam por thrombocid. Não foste só tu, Fernandinho. Eu também ando a apanhar da vida, ora de chapada, ora por auto-flagelação. Ainda agora me levanto do último empurrão e já me sinto outra vez a precipitar para a desconfortável rede de trapezista. Mais um número falhado. Meninos e meninas, Mina vai saltar. Outra e outra vez.
Estou no recobro. Acordei de um coma de não sei quantos anos, meses e dias. Estou viva mas não me acredito. Será que afinal não existi? Lembro de tudo, com pormenor. Era eu, sim. E mais alguém que não reconheço agora. Tragam mais morfina...ainda sinto. Por favor...
Merda de vida, puta que és para quem te vive com consciência. Cruel engano, suspensa esperança. Decide-te. Decide-me. Faz-me o que quiseres, mas não me tires o prazer de mais um dia, essa dor boa que faz valer a pena. Acredita em mim. Faz-me justiça.
"Todas as frases do livro da vida, se lidas até ao fim, terminam numa interrogação."
Ó Fernando...PORQUÊ?
Convalescendo,
Mina?
Fernando, meu bom e sempre Pessoa, como tu és tortuoso..."um novelo enrolado pelo lado de dentro". Mina Wood é meada ainda por (des)enrolar. Tem ponta por onde se lhe pegue, mas está tão emaranhada que de nó cego está perdida.
As nódoas negras da minha recente existência gritam por thrombocid. Não foste só tu, Fernandinho. Eu também ando a apanhar da vida, ora de chapada, ora por auto-flagelação. Ainda agora me levanto do último empurrão e já me sinto outra vez a precipitar para a desconfortável rede de trapezista. Mais um número falhado. Meninos e meninas, Mina vai saltar. Outra e outra vez.
Estou no recobro. Acordei de um coma de não sei quantos anos, meses e dias. Estou viva mas não me acredito. Será que afinal não existi? Lembro de tudo, com pormenor. Era eu, sim. E mais alguém que não reconheço agora. Tragam mais morfina...ainda sinto. Por favor...
Merda de vida, puta que és para quem te vive com consciência. Cruel engano, suspensa esperança. Decide-te. Decide-me. Faz-me o que quiseres, mas não me tires o prazer de mais um dia, essa dor boa que faz valer a pena. Acredita em mim. Faz-me justiça.
"Todas as frases do livro da vida, se lidas até ao fim, terminam numa interrogação."
Ó Fernando...PORQUÊ?
Convalescendo,
Mina?
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Reprovada
Dúvidas houvesse, afinal é mesmo a minha vocação.
Eras uma proposta aliciante. Não era a primeira vez que me era possível intervir. Da primeira, acobardei-me...ainda não sabia o que nos fazer.
Desde o primeiro contacto, a análise do problema fez-me logo perceber que tinha que mergulhar a fundo em ti. O teu contexto, os antecedentes, o que te tinha levado a mim. Não era eu, propriamente, a melhor designer de vida...os meus projectos estavam todos pelo meio ou por começar. Ainda assim, arrisquei. Tínhamos tudo a ganhar e a perder.
Numa segunda fase, o entusiasmo levou-me a pensar em cada possibilidade. O método não era simples, mas as circunstâncias facilitaram o aprofundar de cada item do problema. Esquiçava freneticamente, moldava-me a ti, testava-nos no mundo real, propunha-te para aquilo que podias, efectivamente, ser. E correspondias.
Apesar dos progressos, não estava satisfeita. O potencial era enorme, mas comecei a identificar pequenos parasitas que tendiam a bloquear o programa. Insignificantes, no início, significativos no fim. E fatalmente decisivos, agora que sei.
Na hora de propor-te para avaliação, não sabia muito bem que critérios usar. Sempre foste mais que uma medida para cada coisa. Era preciso mediar-te. Tinhas que ser executado da melhor maneira possível, a fim de sermos perfeitos, capazes e funcionais.
O pior aconteceu. O meu cliente abandonou o projecto, deixou-me em dívida para comigo mesma e hipotecou as minhas possibilidades de concretização. E porquê? Porque há uma alternativa, várias até: outros designers, diferentes abordagens ao problema, novas ideias, melhores execuções. O mercado está em aberto. Escolheste o que era melhor para ti.
Embora interrompido, o nosso projecto vai servir de base para o que ainda está para vir. Ambiciono, agora, um projecto próprio, introspectivo e muito menos dependente. Imperativamente meu, de mim para comigo. Não sou um problema, sou várias possibilidades. Sou solução. É assim que me aceito, é assim que sou.
No fim de contas,
Em manutenção,
Mina DesignerWood
Eras uma proposta aliciante. Não era a primeira vez que me era possível intervir. Da primeira, acobardei-me...ainda não sabia o que nos fazer.
Desde o primeiro contacto, a análise do problema fez-me logo perceber que tinha que mergulhar a fundo em ti. O teu contexto, os antecedentes, o que te tinha levado a mim. Não era eu, propriamente, a melhor designer de vida...os meus projectos estavam todos pelo meio ou por começar. Ainda assim, arrisquei. Tínhamos tudo a ganhar e a perder.
Numa segunda fase, o entusiasmo levou-me a pensar em cada possibilidade. O método não era simples, mas as circunstâncias facilitaram o aprofundar de cada item do problema. Esquiçava freneticamente, moldava-me a ti, testava-nos no mundo real, propunha-te para aquilo que podias, efectivamente, ser. E correspondias.
Apesar dos progressos, não estava satisfeita. O potencial era enorme, mas comecei a identificar pequenos parasitas que tendiam a bloquear o programa. Insignificantes, no início, significativos no fim. E fatalmente decisivos, agora que sei.
Na hora de propor-te para avaliação, não sabia muito bem que critérios usar. Sempre foste mais que uma medida para cada coisa. Era preciso mediar-te. Tinhas que ser executado da melhor maneira possível, a fim de sermos perfeitos, capazes e funcionais.
O pior aconteceu. O meu cliente abandonou o projecto, deixou-me em dívida para comigo mesma e hipotecou as minhas possibilidades de concretização. E porquê? Porque há uma alternativa, várias até: outros designers, diferentes abordagens ao problema, novas ideias, melhores execuções. O mercado está em aberto. Escolheste o que era melhor para ti.
Embora interrompido, o nosso projecto vai servir de base para o que ainda está para vir. Ambiciono, agora, um projecto próprio, introspectivo e muito menos dependente. Imperativamente meu, de mim para comigo. Não sou um problema, sou várias possibilidades. Sou solução. É assim que me aceito, é assim que sou.
No fim de contas,
Em manutenção,
Mina DesignerWood
domingo, 8 de janeiro de 2012
Vá pelos seus dedos
Foto de família: ao centro, Mina Pai de Todos; à direita, Seu Vizinho; à esquerda, Fura Bolos. Este abraço significa muito para mim. Vocês estiveram comigo desde sempre, a meu lado...sempre presentes, ora a indicar o melhor caminho, ora a lembrar do anel que nunca usei.
Por tudo isso, que não pouco...bem hajam!
Não mais silva
Ser fruta tem muito que se lhe diga. No ano passado era silvestre, picava de boa e a vida era uma doce compota. Amargo de boca, estava fora de prazo. De seguida, uma foto nossa nas férias de verão de 2011:
Hoje, Mina quer ser outra fruta.
Considerando. Googleing it. Cá está...PINEBERRY! Aqui estou eu com as minhas amigas. Tivesse facebook, era já para o álbum! (Sou a do meio, na vertical)
A partir de hoje, quero ser ananango, uma mistura improvável e muito anti-natura de um morango com um ananás. O deus Homem produz coisas lindas. Ainda assim, aconselho que se reforme ao 7º dia, como o Outro, não vá haver conflito com as patentes.
Atentem no pormenor: passei de escura que nem breu, para albina com sarampo. A isto é que eu chamo upgrade!
Procure-me num supermercado perto de si!
Frutamente,
Mina Ananango Wood
Hoje, Mina quer ser outra fruta.
Considerando. Googleing it. Cá está...PINEBERRY! Aqui estou eu com as minhas amigas. Tivesse facebook, era já para o álbum! (Sou a do meio, na vertical)
A partir de hoje, quero ser ananango, uma mistura improvável e muito anti-natura de um morango com um ananás. O deus Homem produz coisas lindas. Ainda assim, aconselho que se reforme ao 7º dia, como o Outro, não vá haver conflito com as patentes.
Atentem no pormenor: passei de escura que nem breu, para albina com sarampo. A isto é que eu chamo upgrade!
Procure-me num supermercado perto de si!
Frutamente,
Mina Ananango Wood
sábado, 7 de janeiro de 2012
Um dia carregarei Louis Vuitton
Basáltica. Devia ser pedra-pomes e com rodinhas. Mas é assim a minha bagagem.
Foi um episódio da série 'How I met your mother' que me fez pensar no peso das coisas. A história é, muito basicamente: Ted, o personagem principal, conhece uma rapariga que, aparentemente, não traz bagagem de vida significativa. Ou pelo menos, é o que leva a crer. Ao longo do episódio, os quatro amigos de Ted pensam no assunto e cada um deles descobre a dimensão da sua bagagem. Muito interessante.
Mina Wood carrega umas quantas malas, tamanho familiar. Lá dentro cabe tudo. Cabe a minha vida. E ainda há espaço, demasiado para tanto. Por enquanto.
Arrastar-se pela vida é um mal necessário. O peso verga que dói, mas se analisarmos bem o conteúdo da nossa bagagem, quem sabe se não aligeiramos o excesso de peso e embarcamos sem maior despesa.
Olha para dentro da tua mala. O que tem? Um passado, mais ou menos lembrado; descompensações, tão presentes ainda; desilusões grandes, pequenas e assim assim; falhanço, um mal necessário.
Todos nós carregamos o peso equivalente à intensidade que damos às coisas. Há quem se carregue a si próprio e acredite que é assim que tem que ser. Há quem carregue tanto os outros, como a si mesmo e ganhe o céu com isso.
E há Mina. Mina carrega horizontalmente as suas Samsonite. A vida não é para cima ou para baixo, a gravidade só actua nos corpos. Um dia carrego com esforço aqueles vinte quilos a mais, mas logo me deparo com um tapete rolante. Que sorte! Mais à frente, o mecanismo avariou. Pego na mala e subo as escadas ou espero pelo tapete? Dilema #27377. Segue para arquivo.
Tomar decisões faz parte da viagem. Devo arrumar-me de outro modo, na próxima vez, e deixar para trás um ou outro volume? Ou deixo-me para trás, parte do que sou e do que aprendi? Fica à vossa consideração:
Para votar 'SOBE', ligue 701 700 001
Para votar 'ESPERA' ligue 701 700 002
Se não quer saber, mude de vida e não se esqueça de reportar os progressos no Facebook.
Então e quando as malas se extraviam? Quando não chegam ao seu destino ao mesmo tempo que o portador? Reclamação ou alívio? Perda ou ganho? Uma mala nova, sem conteúdo, oferecida pela vida, é como que uma segunda oportunidade. Vazia. Interessante. Possível. Leva-a contigo e logo a encherás de nada.
Daqui a pouco faço check-in para mais uma etapa. Para onde vou? Não sei. Mas levo tudo comigo...tudo!!
Vemo-nos por aí...
Miiiiina
Uma oreo só para ti
Querida Bico Aberto:
Bem sei que tens consumido Mina Wood que nem uma lambona. Atenção seguidores, o meu blogue é uma oreo que se molha no leite! Palavras de quem tem fome de alimentar o cérebro!
A identificação com aquilo que escrevo pode ser perigosa: leva à dependência. E eu, que estou em tratamento, sei muito bem o que é preciso penar para ter uma medalha de mérito por abstinência, ainda que meramente circunstancial.
"A vida é sempre a mesma para todos: rede de ilusões e desenganos. O quadro é único, a moldura é que é diferente."
Florbela Espanca
Confidenciaste-me que Espanca-me é-te especialmente querida. É caso para 'diz-me o que lês, dir-te-ei quem és.' E és grande!
Confesso que, há alguns anos atrás, não dava muito por ti. Não como pessoa 'per se', mas como boa entendedora, alguém que não ficasse pela rama das coisas. Na altura, nem eu sabia do meu próprio entendimento...só desconfiava. A adolescência turva qualquer mente não formatada para a sobrevivência.
Hoje encontrei-te. Sábia, serena e capaz. É muito bom ver que não só nós passamos pela vida espremendo todas as laranjas que ela nos dá. Tu estás que é só vitamina C e estou muito agradecida por te teres cruzado comigo e me acompanhado, so far, neste Cabo das Tormentas. Para o leme, marujo! E não tardes a encontrar terra, que de mar já me grego.
Delicia-te, pois, com tudo aquilo que tu própria és. Amputa os dedos podres e aponta para o que quer que seja com a tua alma. Já o fazes, e não fui eu que te ensinei! Lê e relê este mimo que te dou, que mereces e sabes estimar.
"Relacionamento significa algo completo, acabado, fechado. O amor nunca é um relacionamento: amor é relacionar-se - é sempre um rio fluindo, interminável."
Osho
E com os pés bem assentes no movediço solo da existência, dá-me a tua mão, Lídia. Vamos sentar-nos à beira deste rio.
Com amizade e reconhecimento,
Mina Wood
P.S. Quero esta!
Bem sei que tens consumido Mina Wood que nem uma lambona. Atenção seguidores, o meu blogue é uma oreo que se molha no leite! Palavras de quem tem fome de alimentar o cérebro!
A identificação com aquilo que escrevo pode ser perigosa: leva à dependência. E eu, que estou em tratamento, sei muito bem o que é preciso penar para ter uma medalha de mérito por abstinência, ainda que meramente circunstancial.
"A vida é sempre a mesma para todos: rede de ilusões e desenganos. O quadro é único, a moldura é que é diferente."
Florbela Espanca
Confidenciaste-me que Espanca-me é-te especialmente querida. É caso para 'diz-me o que lês, dir-te-ei quem és.' E és grande!
Confesso que, há alguns anos atrás, não dava muito por ti. Não como pessoa 'per se', mas como boa entendedora, alguém que não ficasse pela rama das coisas. Na altura, nem eu sabia do meu próprio entendimento...só desconfiava. A adolescência turva qualquer mente não formatada para a sobrevivência.
Hoje encontrei-te. Sábia, serena e capaz. É muito bom ver que não só nós passamos pela vida espremendo todas as laranjas que ela nos dá. Tu estás que é só vitamina C e estou muito agradecida por te teres cruzado comigo e me acompanhado, so far, neste Cabo das Tormentas. Para o leme, marujo! E não tardes a encontrar terra, que de mar já me grego.
Delicia-te, pois, com tudo aquilo que tu própria és. Amputa os dedos podres e aponta para o que quer que seja com a tua alma. Já o fazes, e não fui eu que te ensinei! Lê e relê este mimo que te dou, que mereces e sabes estimar.
"Relacionamento significa algo completo, acabado, fechado. O amor nunca é um relacionamento: amor é relacionar-se - é sempre um rio fluindo, interminável."
Osho
E com os pés bem assentes no movediço solo da existência, dá-me a tua mão, Lídia. Vamos sentar-nos à beira deste rio.
Com amizade e reconhecimento,
Mina Wood
P.S. Quero esta!
Podia ter sido Burca
Hoje Mina Wood apresenta a Burca (nome fictício para não comprometer as partes em litígio animal!). Sou 2ª titular. Se fosse um certificado de aforro, já teria pedido o resgate, mas sabem que neste melindroso processo, a custódia é problemática.
Se tivesse sido escolhida, Burca não seria a mesma coisa. Ela veio a nós sem selecção, só por exclusão...era a que sobrava. Mesmo com reconhecimento prévio, ninguém poderia dizer que a bichinha seria uma inadaptada, socialmente fóbica e particularmente recalcada. Sim, ainda estou a falar do animal!
Burca está presa a uma corrente. Tem folga para se movimentar, mas é uma sensação de falsa liberdade, tão comum, tão humana. É como se pudesse ir até ali, dois metros à frente, mas daí não passar. É cruel.
O paralelo com o humano é inevitável. Quantas vezes nos sentimos confinados a um lugar físico, até mesmo emocional? A excitação da liberdade, quando a corrente se solta, pode parecer maravilhosa, mas é passageira.
Canideamente falando, é imperativo, em primeiro lugar, acalmar aquele acumular de pretensões, de excitamento, de procura. Ignorar. Não alimentar o estado de euforia. É muito errado partilharmos aqueles sentimentos cheios de privação e possibilidade. Mais tarde, sim...podemos compensar.
Mas Burca não tem tempo...quer aproveitar tudo! Correr, cheirar, demarcar, exacerbar-se, mostrar-se presente, viva, solta e disponível. Que seja, sozinha, tudo aquilo que a reteve. Depois, mais calma, em si, atenta e submissa, podemos e devemos dar tudo aquilo que podemos para que ela seja feliz e se sinta estimada.
A evidência aproxima-se, mais para o dono que para o animal...que engano. Dali a pouco a alegria da liberdade vai ser anulada por um grilhão. E aí vem o que de mais humano há num animal: a frustração. Porquê? Porque me prendes? Porque me compensas dando-me água fresca e comida da boa, se o que eu quero é estar contigo...livre, solta e consciente.
Burca é uma cadela muito humana, é espelho daquilo que nos foi permitido dar e do que somos, ou não temos tempo para ser. Ainda assim, ela continua à espera de mais uma vez, de todos os dias. Ela espera pelo confinamento, no fim, mas aceitável consequência da liberdade. Valerá a pena? Sim, sempre! É o que nos distingue do animal.
"O cachorro de estimação suspeita que o Universo inteiro planeja tomar seu lugar. "
( Rabindranath Tagore )
Discutível. Indiscutível é que Mina e Burca vão ser sempre as tuas babuscas...
Até logoo
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Mais do mesmo - Parte I
"Quando acontece algo muito doloroso emocionalmente, e dizemos a nós mesmos que falhamos, estamos na verdade dizendo que temos controle sobre isso: se nos modificarmos, o sofrimento cessará (...) Culpando-nos, prendemo-nos à esperança de que seremos capazes de descobrir onde está o erro e corrigi-lo, controlando, dessa forma, a situação e fazendo o sofrimento cessar."
do livro MULHERES QUE AMAM DEMAIS - Robin Norwood
Verdade verdadeira. Mina Wood racionaliza, pensa e infere. Até quando? Até controlar outra vez (se é que alguma vez controlou?), gerir de outro modo (se é que realmente geria?), fazer diferente...(como se ainda fosse possível?!)
Não faz sentido o amor unilateral. Já nem o é, só por ser metade. É tentador entrar na cabeça de alguém e fazer-se acreditar em algo que não se sabe ser, mas que se acredita que é.
Apesar de ter tido, a espaços, aparições de carácter racio-emocional, a dor que rasga qualquer convicção é a consequência primeira e quase única...ele já não me ama. E eu? O que amo...?...o que ele foi? O que ele podia ter sido? Ou aquilo que eu, a meu tempo, a minha vontade e a meu controle queria que fosse?
Mina quer desprendimento, ainda que não completamente sincero. O ego ferido não permite a clarividência mundana. Quero, ainda, ter a posse de alguém que é refém, mesmo em liberdade. Eu não te controlo, não posso. Eu pude ser diferente? Nunca fui...
O que sei é que quem sou hoje, era naquele dia que te deixei chegar a mim e que fui em todos os outros em que a água aqueceu, primeiro morna de paixão, depois borbulhante de vontade, sempre a escaldar de medo. Aí derrama, transborda o pouco que nunca foi. Arrefeceu? Tanto que ainda queima.
As espectativas de alguém que está noutro alguém são enormes. Ainda Pessoa:
"No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma ideia nossa." Fonte - Livro do Desassossego
Uma ideia nossa...é assim tão redutor? Mas Mina afirma ter feito o melhor. Mina pensou. Errado. Mina falhou. Discutível. Mina não percebe porquê. Proibido perguntar porquê! Não se sabe...não se explica, às vezes...nem se sente. O que sentiste tu, meu ido...o que não senti eu? Exijo que não saibas, nem digas. É demasiado cruel!
Afinal, se é tudo tão finito, se as emoções são tão verdade quanto engano, se hoje sim e amanhã já não, onde está o problema? Será que o Homem já não é capaz de sentir, a longo prazo, senão dor, arrependimento e desilusão? Até onde podemos ir? Até quando acreditar? Quando me posso dar por certa? Nunca? É tempo demais...
Um dia, que não tarde, Mina Sapiens Muitos Muitos chega lá.
Ainda sem saber,
Mina*
do livro MULHERES QUE AMAM DEMAIS - Robin Norwood
Verdade verdadeira. Mina Wood racionaliza, pensa e infere. Até quando? Até controlar outra vez (se é que alguma vez controlou?), gerir de outro modo (se é que realmente geria?), fazer diferente...(como se ainda fosse possível?!)
Não faz sentido o amor unilateral. Já nem o é, só por ser metade. É tentador entrar na cabeça de alguém e fazer-se acreditar em algo que não se sabe ser, mas que se acredita que é.
Apesar de ter tido, a espaços, aparições de carácter racio-emocional, a dor que rasga qualquer convicção é a consequência primeira e quase única...ele já não me ama. E eu? O que amo...?...o que ele foi? O que ele podia ter sido? Ou aquilo que eu, a meu tempo, a minha vontade e a meu controle queria que fosse?
Mina quer desprendimento, ainda que não completamente sincero. O ego ferido não permite a clarividência mundana. Quero, ainda, ter a posse de alguém que é refém, mesmo em liberdade. Eu não te controlo, não posso. Eu pude ser diferente? Nunca fui...
O que sei é que quem sou hoje, era naquele dia que te deixei chegar a mim e que fui em todos os outros em que a água aqueceu, primeiro morna de paixão, depois borbulhante de vontade, sempre a escaldar de medo. Aí derrama, transborda o pouco que nunca foi. Arrefeceu? Tanto que ainda queima.
As espectativas de alguém que está noutro alguém são enormes. Ainda Pessoa:
"No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma ideia nossa." Fonte - Livro do Desassossego
Uma ideia nossa...é assim tão redutor? Mas Mina afirma ter feito o melhor. Mina pensou. Errado. Mina falhou. Discutível. Mina não percebe porquê. Proibido perguntar porquê! Não se sabe...não se explica, às vezes...nem se sente. O que sentiste tu, meu ido...o que não senti eu? Exijo que não saibas, nem digas. É demasiado cruel!
Afinal, se é tudo tão finito, se as emoções são tão verdade quanto engano, se hoje sim e amanhã já não, onde está o problema? Será que o Homem já não é capaz de sentir, a longo prazo, senão dor, arrependimento e desilusão? Até onde podemos ir? Até quando acreditar? Quando me posso dar por certa? Nunca? É tempo demais...
Um dia, que não tarde, Mina Sapiens Muitos Muitos chega lá.
Ainda sem saber,
Mina*
Estado líquido
'Um dia tudo será excelente, eis a nossa esperança; hoje tudo corre pelo melhor, eis a nossa ilusão.'
Voltaire
Voltaire, meu caro, tu dominas! Será que também eras anti-social, depressivo e inseguro? Trata de ti meu...procura ajuda. E um dia poderemos ser amigos.
Sim, hoje o tópico não é leve. Sinto-me meia, e se completa já era complicado...ui ui!
Na verdade, enquanto escrevo uma blogalhada, posso mudar de estado de espírito um sem número de vezes. Ao colar o título estava um cagalhão com olhos, agora estou estranhamente sólida e daqui a pouco quem sabe? Mina fará update quando oportuno.
Estranha e inconveniente é esta sensação de inconformismo emocional, descontrolado, avassalador, demasiado mental...porque não consigo deixar de pensar?
(Mina's update #1: apetece-me colar Fernando Pessoa)
"Reduzir as necessidades ao mínimo, para que em nada dependamos de outrem." Fonte - Livro do Desassossego
Exactamente! Para quê criei eu a necessidade de ser amada, se não o conseguia sozinha? Porquê a falta de um abraço, de um beijo, de um toque ou olhar...não era preciso...podia perfeitamente ter-me torturado por desconhecimento.
Valer ou não a pena, não está em questão. Não é do passado que me alimento, é do presente que me esgrovio de fome, de ganas de comer, de voltar a estar cheia, nem que de nada. Estava ali, nada era tudo.
(Mina's update #2: estou a enterrar-me...tragam a cruel grua da ilusão...hoje tudo corre pelo melhor. Pronto. Já passou...)
"A realidade é meramente uma ilusão apesar de ser uma ilusão muito persistente."
Albert Einstein
E eis que chega este senhor, e com ele alguma paz em Mina. Esta realidade de agora, que já foi, não passa de uma ilusão persistente. Talvez por isso esteja iludida agora, agora não, agora sim, agora não, agora não sei.......agora sim outra vez...
Mina é dor de pensar, dor de semi-existir, de quase não ser outra vez e voltar a ser, oooooooooh abismo de possibilidades...
'Eu quero a marte, saturno, plutão...quero a marte' (desconhecido)
Sempre em pensamento,
Mina
Voltaire
Voltaire, meu caro, tu dominas! Será que também eras anti-social, depressivo e inseguro? Trata de ti meu...procura ajuda. E um dia poderemos ser amigos.
Sim, hoje o tópico não é leve. Sinto-me meia, e se completa já era complicado...ui ui!
Na verdade, enquanto escrevo uma blogalhada, posso mudar de estado de espírito um sem número de vezes. Ao colar o título estava um cagalhão com olhos, agora estou estranhamente sólida e daqui a pouco quem sabe? Mina fará update quando oportuno.
Estranha e inconveniente é esta sensação de inconformismo emocional, descontrolado, avassalador, demasiado mental...porque não consigo deixar de pensar?
(Mina's update #1: apetece-me colar Fernando Pessoa)
"Reduzir as necessidades ao mínimo, para que em nada dependamos de outrem." Fonte - Livro do Desassossego
Exactamente! Para quê criei eu a necessidade de ser amada, se não o conseguia sozinha? Porquê a falta de um abraço, de um beijo, de um toque ou olhar...não era preciso...podia perfeitamente ter-me torturado por desconhecimento.
Valer ou não a pena, não está em questão. Não é do passado que me alimento, é do presente que me esgrovio de fome, de ganas de comer, de voltar a estar cheia, nem que de nada. Estava ali, nada era tudo.
(Mina's update #2: estou a enterrar-me...tragam a cruel grua da ilusão...hoje tudo corre pelo melhor. Pronto. Já passou...)
"A realidade é meramente uma ilusão apesar de ser uma ilusão muito persistente."
Albert Einstein
E eis que chega este senhor, e com ele alguma paz em Mina. Esta realidade de agora, que já foi, não passa de uma ilusão persistente. Talvez por isso esteja iludida agora, agora não, agora sim, agora não, agora não sei.......agora sim outra vez...
Mina é dor de pensar, dor de semi-existir, de quase não ser outra vez e voltar a ser, oooooooooh abismo de possibilidades...
'Eu quero a marte, saturno, plutão...quero a marte' (desconhecido)
Sempre em pensamento,
Mina
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Consultório sentimental
Olá fiéis seguidores!
Tenho a caixa de correio atulhada de perguntas das minhas queridíssimas em conflito sentimental. Não se preocupem! Mina Wood responde! Confidencialmente...
1 - (...)Por isso, gostava de saber se faço bem ao satisfazer-lhe todas as vontades (...)
R: Minha santa! É isso mesmo! Faça as vontadinhas todas, tá a ir muito bem! Se ele lhe pedir para passar no supermercado e comprar uma coca xnola e algo booooom, não hesite, é já! Entretanto passe pela tabacaria e compre tabaco e mortalhas. Ele vai achar que é o melhor que lhe aconteceu na vida!
2 - (...) sei que sente a minha falta, mas será normal tirar-me da cama às 3 da manhã só para ir ter com ele? (...)
R: Concerteza!! Aliás, de que está à espera? Arrume já a sua trouxa e marque território. Deixe a sua almofada favorita na cama dele e uma escova de dentes na casa de banho. Assim não precisa ir de pijama às quinhentas da noite para a casa dele...já lá vai estar! Prometo-lhe o céu!
3 - (...) e às vezes adormece a ver TV no sofá, o que me incomoda particularmente. Acha que devia chamar-lhe a atenção? (...)
R: Ó senhora, não faça isso! Então ele está no seu território, a fazer zapping e a ver o mesmo filme começado a meio pela décima vez e quer que ele adormeça a seu lado? Disparate! Trate é de acordá-lo antes dos pais se levantarem, apagar a TV e levá-lo para a cama. E não se esqueça de fazer spoon e dar-lhe muitos mimos e espaço quente e húmido para o bom dia!
4 - (...) só que o carro é meu e quero ser eu a conduzi-lo. Aliás, há um risco bem visível no pára choques que foi nas mãos dele (...)
R: Não seja ridícula, é claro que o seu homem é que tem que conduzir, mesmo que o carro seja seu! Homem que é homem conduz sua lady, nem que seja para o abismo. Entregue-lhe o GPS da sua vida e não só o do carro e garanto-lhe que não terá acidentes de percurso. Os riscos que ele fez no carro foram culpa sua, de certeza! Nunca se esqueça que as mulheres é que são azelhas!
5 - (...) Sinto-me embaraçada com os nossos amigos. Nunca chegamos a tempo dos compromissos e ele arranja sempre uma desculpa para aquele ritual de noiva de todos os dias...perde a noção do tempo! (...)
R: Pára já tudo! Pare o tempo, se preciso for, mas espere sempre pelo seu homem...SEMPRE! Pode até amuar um nadinha, mas no fim mostre-se sempre vergada pelas desculpas dele e afirme compreender. Quantos aos seus amigos, deixe lá...o mais importante é ter o seu companheiro a seu lado, ainda que, bem somado, tenha perdido meio ano de relação à espera dele. Compensa!!
6 - (...) O problema é que tenho que me levantar para ir trabalhar na manhã seguinte e ele quer ver filmes e séries até às tantas porque ainda não tem sono (...)
R: Minha cara, não sei do que se queixa. O seu namorado quer tê-la a seu lado a ver filmes e séries...que mais quer? Tem sono? Por favor, pese bem as coisas! Pode perfeitamente apresentar-se ao trabalho com 5 horas mal dormidas e 5 centímetros cúbicos de olheiras! Who cares? Além disso, após o trabalho, pode sempre dormir umas horitas (desde que ele esteja ocupado) e recuperar energias para a próxima madrugada. De certeza que ele vai ter outros planos...jogar computador enquanto você fica a ver, por exemplo. Sortuda!
Et voilá! O melhor da minha sabedoria ao serviço dos amantes.
Curiosa estou, com a missiva de um indivíduo do sexo masculino, que está insatisfeito com a sua relação. Pergunta-me como terminar o namoro de alguns anos e rejuvenescer a pele!
Meu caro, é fácil: garanta que antes de acabar o relacionamento com a dita cuja, ela cumpriu religiosamente os seis pontos anteriores. A partir daí, tem toda a legitimidade...sabe perfeitamente que não foi o suficiente. Tente uma companheira mais jovem...verá que é lifting instantâneo! Boa sorte!
Sempre atenta,
Mina Wood
Tenho a caixa de correio atulhada de perguntas das minhas queridíssimas em conflito sentimental. Não se preocupem! Mina Wood responde! Confidencialmente...
1 - (...)Por isso, gostava de saber se faço bem ao satisfazer-lhe todas as vontades (...)
R: Minha santa! É isso mesmo! Faça as vontadinhas todas, tá a ir muito bem! Se ele lhe pedir para passar no supermercado e comprar uma coca xnola e algo booooom, não hesite, é já! Entretanto passe pela tabacaria e compre tabaco e mortalhas. Ele vai achar que é o melhor que lhe aconteceu na vida!
2 - (...) sei que sente a minha falta, mas será normal tirar-me da cama às 3 da manhã só para ir ter com ele? (...)
R: Concerteza!! Aliás, de que está à espera? Arrume já a sua trouxa e marque território. Deixe a sua almofada favorita na cama dele e uma escova de dentes na casa de banho. Assim não precisa ir de pijama às quinhentas da noite para a casa dele...já lá vai estar! Prometo-lhe o céu!
3 - (...) e às vezes adormece a ver TV no sofá, o que me incomoda particularmente. Acha que devia chamar-lhe a atenção? (...)
R: Ó senhora, não faça isso! Então ele está no seu território, a fazer zapping e a ver o mesmo filme começado a meio pela décima vez e quer que ele adormeça a seu lado? Disparate! Trate é de acordá-lo antes dos pais se levantarem, apagar a TV e levá-lo para a cama. E não se esqueça de fazer spoon e dar-lhe muitos mimos e espaço quente e húmido para o bom dia!
4 - (...) só que o carro é meu e quero ser eu a conduzi-lo. Aliás, há um risco bem visível no pára choques que foi nas mãos dele (...)
R: Não seja ridícula, é claro que o seu homem é que tem que conduzir, mesmo que o carro seja seu! Homem que é homem conduz sua lady, nem que seja para o abismo. Entregue-lhe o GPS da sua vida e não só o do carro e garanto-lhe que não terá acidentes de percurso. Os riscos que ele fez no carro foram culpa sua, de certeza! Nunca se esqueça que as mulheres é que são azelhas!
5 - (...) Sinto-me embaraçada com os nossos amigos. Nunca chegamos a tempo dos compromissos e ele arranja sempre uma desculpa para aquele ritual de noiva de todos os dias...perde a noção do tempo! (...)
R: Pára já tudo! Pare o tempo, se preciso for, mas espere sempre pelo seu homem...SEMPRE! Pode até amuar um nadinha, mas no fim mostre-se sempre vergada pelas desculpas dele e afirme compreender. Quantos aos seus amigos, deixe lá...o mais importante é ter o seu companheiro a seu lado, ainda que, bem somado, tenha perdido meio ano de relação à espera dele. Compensa!!
6 - (...) O problema é que tenho que me levantar para ir trabalhar na manhã seguinte e ele quer ver filmes e séries até às tantas porque ainda não tem sono (...)
R: Minha cara, não sei do que se queixa. O seu namorado quer tê-la a seu lado a ver filmes e séries...que mais quer? Tem sono? Por favor, pese bem as coisas! Pode perfeitamente apresentar-se ao trabalho com 5 horas mal dormidas e 5 centímetros cúbicos de olheiras! Who cares? Além disso, após o trabalho, pode sempre dormir umas horitas (desde que ele esteja ocupado) e recuperar energias para a próxima madrugada. De certeza que ele vai ter outros planos...jogar computador enquanto você fica a ver, por exemplo. Sortuda!
Et voilá! O melhor da minha sabedoria ao serviço dos amantes.
Curiosa estou, com a missiva de um indivíduo do sexo masculino, que está insatisfeito com a sua relação. Pergunta-me como terminar o namoro de alguns anos e rejuvenescer a pele!
Meu caro, é fácil: garanta que antes de acabar o relacionamento com a dita cuja, ela cumpriu religiosamente os seis pontos anteriores. A partir daí, tem toda a legitimidade...sabe perfeitamente que não foi o suficiente. Tente uma companheira mais jovem...verá que é lifting instantâneo! Boa sorte!
Sempre atenta,
Mina Wood
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Cliché # 345 - A Ressaca
Tópico de hoje, e muito convenientemente:
9. Convocar uma amiga - também podia convocar um grupo delas, é certo, mas assim estaria a desperdiçar de uma só vez imensos preciosos pares de ouvidos. As amigas são uma força que nos arranca dos abismos, mas não convém gastar todas as suas senhas de amizade num único jantar de dor de corno. Por isso racione-as bem: não martirize mais do que uma de cada vez. (in Revista Activa)
Quem quiser saber os anteriores 8 conselhos para acabadas(?!), procurem! Só vos digo que tenho seguido à risca...muito sábias, estas publicações femininas...é tão fácil! Tou aqui a pintar as beiçolas de vermelho, depois de ter cortado o cabelo, feito depilação, perdido 20 quilos, renovado o meu closet e subido exponencialmente a minha auto estima! Bem hajam.
Mina Wood tem tido muitos pares de ouvidos à disposição! Não querendo ser oportunista, mas já sendo, a verdade é que tem sido verdadeiramente terapêutico. Something for nothing! Obrigada por me reterem os líquidos. O meu corpo em forma de maçã não se ressente. Menos mau!
Desde o dia zero enchi-me de ganas para sair do meu lodo de sempre, mas nem por isso me sinto menos escorregadia. Agora mais. Agora menos. Esta inconstância é cruel, mas aceito. Afinal, os sábios atribuem à entidade 'tempo', a passagem do demasiado mau para o assim assim. Aguardo.
Passou muito tempo, ou nenhum. Dois passos atrás, cinco à frente, o saldo é positivo.
'You can run, but you cannot hide' (It's no good - Depeche Mode)
A passo, Mina Wood corre a vida.
Acompanhem-me!
9. Convocar uma amiga - também podia convocar um grupo delas, é certo, mas assim estaria a desperdiçar de uma só vez imensos preciosos pares de ouvidos. As amigas são uma força que nos arranca dos abismos, mas não convém gastar todas as suas senhas de amizade num único jantar de dor de corno. Por isso racione-as bem: não martirize mais do que uma de cada vez. (in Revista Activa)
Quem quiser saber os anteriores 8 conselhos para acabadas(?!), procurem! Só vos digo que tenho seguido à risca...muito sábias, estas publicações femininas...é tão fácil! Tou aqui a pintar as beiçolas de vermelho, depois de ter cortado o cabelo, feito depilação, perdido 20 quilos, renovado o meu closet e subido exponencialmente a minha auto estima! Bem hajam.
Mina Wood tem tido muitos pares de ouvidos à disposição! Não querendo ser oportunista, mas já sendo, a verdade é que tem sido verdadeiramente terapêutico. Something for nothing! Obrigada por me reterem os líquidos. O meu corpo em forma de maçã não se ressente. Menos mau!
Desde o dia zero enchi-me de ganas para sair do meu lodo de sempre, mas nem por isso me sinto menos escorregadia. Agora mais. Agora menos. Esta inconstância é cruel, mas aceito. Afinal, os sábios atribuem à entidade 'tempo', a passagem do demasiado mau para o assim assim. Aguardo.
Passou muito tempo, ou nenhum. Dois passos atrás, cinco à frente, o saldo é positivo.
'You can run, but you cannot hide' (It's no good - Depeche Mode)
A passo, Mina Wood corre a vida.
Acompanhem-me!
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