sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Semana zero

Queridos Minescos, esta foi uma semana de provações!

Como sabem (ou não), voltei às aulas. Nada de especial se não significasse mudança, desconhecido e muito pouca motivação. Ou talvez não. São três factores particularmente conhecidos e mutantes para Mina que destas andanças já devia ser mestranda. Senão vejamos:

Mudança: substantivo cruel, de insistência miudinha, que teima em me atormentar cada vez que penso que estou a ir pelo caminho certo. Nos últimos anos, visita-me mais do que qualquer um dos meus familiares. Tem a particularidade de vir associada a algo mau, mas promete sempre que 'é para melhor'. Logo vos digo;

Desconhecido: ou em plural...tantos! Mina jovem e muito pouco sabida, tinha tendência à timidez, mas sabia que por mais embaraçoso que fosse ter que conhecer uns quantos caramelos e privar com eles durante um ou mais anos, acabava por ser normalíssimo e até proveitoso. Por isso, e cheia de confiança, decidi abordar o assunto de outra maneira. Para isso, fiz-me de bicho do buraco, dando a mim própria o direito a não ter que lhes dirigir palavra. Resultado? Na boa, mas só até ter que fazer trabalhos em grupo. Neste caso, faz-te um pouco passada da cabeça e logo te tratam como uma pessoa muito especial. É suportável;

Motivação: essa entidade que, tal como o Espírito Santo, devia descer em mim e me emprenhar que nem coelhos. O que falhou nos últimos anos? Mina deixou o mundo conceptual e criador e enveredou pelas ciências exactas. Obviamente, acabei por me espatifar ao comprido e a contentar-me em não passar de 2,5 valores na pauta final. Castigo! Espero que este ano esteja em período fértil e que se gere em mim, o equivalente académico a sextuplos.

Justificada que está a minha fobia à semana zero, eis que surge a consequência. Não da semana, mas da mudança: foi para melhor, mas vem com desconhecidos que já conheço. O que acontece à motivação? Transforma-se em arrependimento, culpa e aqui e ali, vergonha. E reduz Mina a uma insignificância que nem nos meus piores dias pensaria ser.

Esta semana, experimentei muito daquilo que quis evitar quando há anos atrás não fiz a opção certa, com a agravante de já não ter comigo a pessoa que mais me ia motivar, ajudar e admirar.
Senti-me tão capaz quanto derrotada, como se fosse evidente que podia ter evitado sentir o estou a sentir, mas com a certeza que nada terá sido em vão. Por isso, o mau estar que sinto tem tanto de castigo, como de cura...dói, mas liberta. E tenho a certeza, que mais do que nunca, estou preparada para o que aí vem. Academicamente, pelo menos. O resto, é sobrevivência.

...e tudo isto porque vi o meu pretérito, a sua presente, os seus e também meus conhecidos e sim, bateu forte. Foi assim como que um acidente...nem imaginam quão literalmente!

Muito sentida,
Mina*

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