quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Sem título
Que falta de Mina! Já Agosto e nem uma pérola postada. Justificar-me-ei.
Não é que me falte assunto. Tenho uns quantos 'acorda para a vida em stand by' e neura atrás de neura que dá para escrever uma triologia.
O que me tira o sono? Se sei, ainda não tenho explicação para, mas o que é certo e tende para o esterco, é estar super blue quando tenho um bronze gostosão para exibir-me na vida.
Dissecando o assunto, a primeira coisa que me ocorre é a insistência do mesmo figurante nos meus sonhos recentes: o pretérito perfeito. É confortável não ter que vê-lo em modo acordada, por isso dormir sobre o assunto não tem sido fácil. O conteúdo é duvidoso, mas a intensidade perturba. Uma centelha de esperança ainda me alegrou quando sonhei com uma padaria, o que de resto é um sonho muitíssimo favorável, mas foi pão de pouca dura.
Aparentemente, e so far, nada de especial. Quem padeceu das dores que padeci, pode e deve ser indiferente à efemeridade de um sonho, mas para que percebam a perturbação, é assim como se depois destes 8 meses de privação, após filtrar o mau estar, a dor e a raiva, tivesse ficado algo residual. Que, sem dúvida, ficou. E acho que só pode ser saudade...uma falta que dantes passou despercebida, tão embrulhada em tanta coisa que estava.
Mina está a claudicar? Não quero...não posso. Ok, não quero. Poder posso e é incontornável. A grande questão é como passar por esta provação sem ser totó, ou seja, sem causar danos. E dano seria pensar que uma fraqueza significa que ainda estou na espectativa que algo aconteça...seja o que for.
Em alternativa, posso sempre pegar nisto que acho que ficou e arrumar na mesma prateleira que tudo o resto. O que me impede de o fazer? Sim, Mina...o que te impede? Será que insisto em guardar o resíduo enquanto espero que uma nova descarga se abata sobre mim e abafe de vez o que já de moribundo farta?
Às tantas, e cá entre nós, é só a falta de qualquer coisa que não me posso dar, mas que tenho a certeza que não quero de ti, meu pretérito. E talvez seja isso o que me entristece...saber que de ti, mais nada e que de qualquer outra coisa...ainda tenho que esperar. Chamo-lhe o entretanto...and it sucks!
E neste entretanto, apetece-me mandar-vos todos à merda e a mim para lá de cagalhões...
...fui!
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