A pedido de muitas famílias, Mina posta hoje, em grosso.
'A dor é inevitável, o sofrimento é opcional.'
(Carlos Drummond de Andrade)
Sim, é uma opção, tenho sabido. Não faço por curtir a dor que insiste, mas tenho esquecido de sentir. E é então que volta, sem se importar. Eu importo. Não quero, não preciso e faço por não acontecer. Se tão simples fosse...
Em tempos, o desconhecimento de causa era aflitivo. Não saber pode muito bem ser uma benção. Agora que sei o que é ter, não ter é demasiado e ser individual é forçado. Compensa, se pensarmos que nos bastamos, mas qual o propósito de sermos tão grandes e não podermos partilhar essa enormidade.
E que cruz que é estar vazia de propósito e cheia de intenção. Querer e não poder, poder e não bastar. E tendo sido, não ser mais.
Mina é uma 'giver', agora sei. Não no sentido de sacrificar-se por algo ou alguém, mas com o prazer de fazer reflectir aquilo que dá, para supremo bem. Mas e agora, onde reflecte a dor? Não quero ser espelho, não mereço. O que vejo? O que fica, e tenho sido eu, desde sempre.
Que engano pensar que conhecemos os outros...nem a nós mesmos. Definir sentimentos é tão falível quanto vivê-los, ainda que em pleno. Compensa sentir? Sim, e não me embaraço por ser tanto de bom, quanto de mau e mais ainda...quanto de dúvida. No entretanto, penso a minha vida como se de amanhã se tratasse. Não será cedo.
Lirismos à parte, Mina continua-se, sem controle. Existindo consciente. Ser, e tudo o que isso implica.
Alive and not always kicking,
Mina
Nenhum comentário:
Postar um comentário