quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Paradise


Mina está paquiderme! Outra vez.

Em tempos, um tal Senhor Volumoso passou-me por cima como que pulando graciosamente de nenúfar em nenúfar. Sim, foi particularmente violento. Em bom!

Imaginem um calhau. Era eu. Roliço, pesado e morto. Imaginem um calhau apaixonado. Fui eu. Roliço, leve e vivo. Imaginem um calhau partido. Sou eu até hoje! E porquê? Porque do alto dos meus vinte e poucos anos disse que amaria aquele homem para sempre! Pois não o amava e aqui o recordo.

Dar nomes complicados às coisas, bem, é complicado. Amor é daqueles palavrões que, tal como o santo nome de Deus, não pode ser invocado em vão. E eu fui uma herege. Aquilo que eu senti, muito religiosamente até, não era senão a minha primeira paixão.

Oh sim...paixão, digo eu desapaixonadamente. Senti-lo agora parece tão difícil e no entanto devia me lembrar perfeitamente...foste o meu primeiro tudo, e isso bastava então. Desesperei tanto que implorei amor, justificando com amor. Que errado, que estupidamente pequeno que eu sentia e no entanto sofria tudo tão grande!

E sabes o que digo agora?...Que me atirava de trombas para ti! Não com ganas de te ir ao marfim, mas feliz e agradecida por teres acontecido e servires de medida para aquilo que sou e sinto desde então. E já agora, não perdes na comparação!

Volumosamente,
Mina

P.S. - O que é que os elefantes usam como tampão? Ovelhas!

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