Olá a todos, ou só a mim mesma!
Hoje tive uma aparição, não fatalidade, só rebuscada constatação...
Para quem está por dentro da minha conjuntura nos últimos tempos, este seria o momento crítico que, quem sabe?, nem os próprios já sentiram.
Desesperei, chorei horrores, agoniei-me de fim, culpei-me de morte. Agora...eu vejo!
Passo a explicar. No dia de Natal, pela solidão da tarde, pus-me a ouvir a gravação da minha primeira Leitura da Aura, em Junho deste ano. Confesso que já não lembrava de muito e, aliás, nunca me ocorreu voltar a ouvi-la.
A Leitura da Aura capta as minhas vibrações. Pode parecer ridículo, mas na verdade, passados meses, percebo perfeitamente o porquê daquele estado, daquela energia pesada e aflitiva que me foi lida.
É simbólico, eu sei, mas faz todo o sentido. Naquele dia, as minhas vibrações mandaram cá para fora aquilo que estava no meu inconsciente e que eu fazia questão de ignorar. Pormenores são escusados.
A grande revelação deu-se quando percebi que estava dormente, agoniada e cheia de medo, muita dúvida. Mas ignorei, achando-me mais eu que eu própria.
Hoje vejo claramente onde falhei. Falhei ao não ter coragem de me assumir, como eu dúvida, eu 'será que?', eu futuro. Mas não sozinha, como parte de algo que eu nem sabia já estar fundido em mim.
O cansaço era extenuante, agora vejo. Tanto que não me permiti ler os sinais, interpretar os terrores, o sofrimento por não verbalizar, a dependência doentia, a castração.
Eu duvidava...e enquanto isso negava qualquer sintoma, de ambas as partes. Achei sempre que era o suficiente para, e isso bastava.
Ao mesmo tempo, a outra parte de mim, o meu companheiro, meu cúmplice e meu amante sentia o mesmo. Ou talvez mais. A coragem também faltou, o conforto e a pseudo cumplicidade permitiu-nos continuar a ser, mesmo sem o sentido dantes.
Amar é uma grande responsabilidade, cuidar é quase uma obrigação. E eu cuidava da minha rosa, esquecendo de me cuidar de mim. Afinal, se eu não tiver água em mim como vou regar aquilo que eu mais quero que se mantenha vivo?
A minha rosa secou. Quero acreditar que deixou muita semente. E vai continuar a existir, não se acaba.
O nosso amor não acabou, dormiu. Um sono de muitos dias, muitos anos ou muitas vidas, não sei. O que sei, agora, é que vejo com muita iluminação o porquê do sacrifício de mim mesma e ainda assim da dúvida.
Foi um grande desgosto. Um susto definitivo que me acordou o espírito, mas me obriga a adormecer o meu amor, agora grande, enorme, significante, verdadeiro. Não vivi uma ilusão, vivi uma vida por vezes paralela que não fazia assim tanto sentido quanto eu lhe quis dar, mas que agora É. Sem pretérito.
Amanhã não será menos. Antes porém, vai adormecer um pequeníssimo infinito, e assim sucessivamente, todos os dias que me faltam. Um dia, já em sono profundo, a semente daquilo que fomos vai me permitir olhar-te outra vez, meu mais que tudo, meu amigo. E sentir-te, não como agora, mas como sempre, sem no entanto acordar.
Hoje podia dizer-te aquela palavras tão difíceis que não consegui, o suficiente, dizer-te. Hoje eu sei. Sei e já foi...
Para ti, agora, desejo o melhor, ainda que acredite que para sempre, o melhor sou eu, somos nós. Inteiros. Individuais. Impossíveis.
A minha aura vibra, vibra alto, vibra brilhante. A segunda leitura da Aura, no mês passado, revelou-me o que agora compreendo ser uma dessincronização cruel...quando eu achava que era, só existia. Agora que estou do avesso, sou! Parece que levo tudo à frente...vivo no meu inconsciente, mais rápido que o meu corpo físico. Será?
Ainda tenho medo, muito medo do que está para vir...mas não medo de mim.
Tenho, acima de tudo, paz no meu íntimo e esperança no que o Universo tem reservado para nós.
Assim seja...
Até sempre!
(P.S. Obrigada Luz!)
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