segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Porque ele feliz


Hoje apetece-me!

Depois de uns quantos assuntos preguiçosamente gráficos, a palavra. Mais uma vez afirmo que não é por falta de assunto que me eclipso. Mina vida abunda em acontecimentos e todos eles dignos de profunda consideração. E de mais uma entrada!

A propósito do assunto major que aqui habito, tenho me sentido culpada por não pensar tanto assim. Ainda não consigo celebrar o dia em que não pense na pretérita pessoa, mas começo a ter vida para 98% do meu dia (aplause!). Em (des)compensação, os 2% residuais são capazes de me provocar sentimentos que insistem em doer (ooooh, coitada!).

Pois, isto de 'seguir em frente' tem que se lhe diga. Sim sim, sobrevivi. Claro que hoje estou melhor que há um ano atrás. Óbvio que aprendi muito na queda e ainda mais na subida fossa acima. Estou podendo e voltei a ser quem eu nunca devia ter deixado de ser. É o que parece, não é? Então porque não acreditam que é o suficiente? Porque eu própria não acredito?

É verdade que não tenho um encosto a quem chamar namorado, o que é suficiente para me passarem um atestado de vulnerabilidade. Não condeno. O ridículo é ver que o percurso que fiz até hoje e as opções que tomei para me salvaguardar, não são legíveis na minha testa quando me vejo confrontada. E o facto de eu admiti-lo não aligeira o mau estar. Não saber é confortável, mas quando se ouve algo que não se quer ouvir, é muito complicado colocar o filtro da indiferença. Vai ser assim, pelo menos até termos um figurante ao nosso lado, que camufle o que ainda e sempre. Aí, garanto-vos...ninguém vai querer saber.

Tudo isto vai de encontro àquilo que já não sou. Entendi que não é fraqueza admitirmos as nossas limitações e não faço questão de justificar o que sinto. O que aqui registo hoje é mais uma variável da equação que constantemente tenho de resolver, como cálculo de mim mesma. Os xis e os ypsilons de todos os dias são tão imprevisíveis quanto certos, por isso, resolvo-me.


"Ela é muito inteligente; inteligente demais, para uma mulher. Falta-lhe o vago encanto da fraqueza. São os pés de barro que dão valor ao ouro da estátua. E os pés dela...pés mimosos...não são de argila. Passaram pelo fogo, e o fogo enrijece o que não consome."
Oscar Wilde


Pensem nisso...
Mina*

Um comentário: