domingo, 11 de novembro de 2012
Publicar ou não publicar Mina
Olá Mininhos e Mininhas!
Voltei a me ausentar da blogalidade e mais uma vez, por não saber como passar para verbo, os meus estados emocionais mais recentes. Não pensem que tenho sentido pouco ou menos, mas ao mesmo tempo que sinto as minhas dores boas e más, tenho sentido por terceiras pessoas, o que ajuda a camuflar o meu próprio momento.
Academicamente, tudo tranquilo. Já consegui ver os dentes de 25% da turma e em trabalho de grupo estou a fazer-me suportar. Em casa não tenho tido muitas ganas de trabalhar e no outro dia, em pleno teste, falhou-me a memória 5/5, que é como quem diz, em todas as questões. Nada que já não esteja a ser atacado com ampolas miraculosas, que já devia ter começado a tomar mais cedo.
Hoje é antevéspera de teste e como prova da minha dedicação ao estudo, não demorarei mais do que três horas a publicar esta bloguice.
A propósito de demora, tenho notado que é cada vez mais difícil escrever aquilo que tenho para dizer, no sentido em que selecciono os conteúdos e pondero se ainda devo falar disto ou daquilo, que supostamente, já devia estar ultrapassado. Sei que se voltar a ler-me, vou perceber porque disse isto ou aquilo, mas começo a me envergonhar de certos pensamentos daninhos que corrompem o meu bem estar. Sei que estou numa fase boa da minha vida, em que as provações de todos os dias se transformaram em rotina suportável e até bem vivida, mas ainda assim. Sempre o mas.
Ainda no outro dia afirmava que me sinto bem e agradeço, para agora estar aqui a tentar dizer que apesar de, não estou...como dizer...completa. O mais frustrante é que não consigo atribuir uma metade, quarto ou terço em falta. Sinto-me inconformada com qualquer coisa que não sei bem o que é.
Talvez esteja a ser influenciada pelo momento bom de algumas pessoas próximas e queira também um pouco de novela para mim. Não que sinta inveja, de todo. Um ligeiro ciúminho, talvez, mas só porque tenho tendência a ser possessiva nas minhas relações não amorosas. Imaginem o que é ver a minha wingwoman a passar para outro cockpit. Doloroso!! Agora imaginem o que é ver a minha wingwoman a passar para outro cockpit. Maravilhoso!! Repararam? Não é engano...é o meu conflito interior.
É óbvio que o bem estar da querida pessoa, suplanta enormemente o meu sentimentozinho de abandono e justifica-se plenamente quando o brilho flourescente dos seus dentes me cega a vista. Perdoem-me se estou a sofrer por antecipação. É isso.
E lá está...Mina leu os parágrafos anteriores e não sabe muito bem se os mantém. Será que se percebe que, aparte estar a comungar da felicidade dos meus próximos, também quero um encosto? Assim como troca de cromos...tu dás-me um e eu dou-te outro! Não ter um cromo para trocar, está a embrutecer-me e não quero continuar a justificar-me com uma caderneta de kinders que me devem ver, no máximo, como ama de leite. Eu sei...estou a ser ridícula.
O que vale é que até tem graça e diverte-me, e enquanto assim for, porque não? Bem me dizem que não tenho nada a perder, mas e a ganhar?!...Melhor é deixar-me estar e ter muito cuidado com aquilo que desejo. Sei que consigo tudo aquilo que quero, mas será que quero mesmo?!
E antes que feche esta janela e remeta os meus escritos para rascunho, vou ficar-me por aqui.
Decididamente,
Mina*
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"Sei que consigo tudo aquilo que quero, mas será que quero mesmo?!" A.M.E.I
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