sábado, 14 de julho de 2012

Um dálmata na praia


Olá olá giros e giras!

Mina está canina e feliz. Foi um dia de sol escaldante e banhos de mar com um bónus inesperado...aquele jeitoso cheio de pinta.

Compreendo que não esteja a fazer sentido, mas para contextualizar o animal, terei que vos falar do 'Mina acorda para a vida #0', que foi o que despoletou grande parte do ser físico que sou hoje e talvez mais uns pozinhos.

Tudo começou em Janeiro deste ano, quando Mina decidiu levantar o rabo do puff e treinar-se no ginásio. Muito convenientemente, mana Patroa comprometeu-se a pagar as mensalidades, contando que eu arrebitasse. Dito e feito...eu era, então, o mais recente membro da família Nautilus.

Mina gosta de ferro, musculação fedida, pesada e dolorosa. Será equívoco pensarem que o meu interesse é a povoação macho que se exercita naquele pequeno céu, mas uma coisa é certa: desde então estou mais atenta aos pipocas que todos os dias passam por mim. Chamo-lhes estímulo e não me envergonho.

Tendo por regra não me fazer notar, torna-se mais fácil usar os espelhos e sacar uns polaróides de quem me interessa. Muito concentrada no treino e suando que nem um suíno, fazer conversa não é, de todo prioritário, por isso, limito-me a preservar o meu anonimato e ter uma atitude meramente contemplativa e, sobretudo, discreta!

Por isso, seleccionei três estímulos: um dálmata, um bad boy e um puto remax. Hoje impera falar do animal, mas prometo em breve vos postar sobre os outros dois espécimes.

Então, estava eu a tirar a osteoporose dos meus ossos, quando se me depara a figura que até agora não me sai da cabeça. O estilo é o do costume, mas terrivelmente acessorizado por uns óculos brancos que lhe tiraram pelo menos metade das pintas que lhe conhecia. Ainda assim, a visão é do inferno se tiver em conta que me consumi em labaredas...o que fazia ele ali?? Sim, ok, ele foi à praia...mas havia necessidade de olhar na minha direcção, levantar a pata, marcar território e seguir como se nada fosse?

Ainda a não acreditar na minha sorte, fiquei atenta ao regresso, já que o perdi de vista no meio do calhau. E não é que lá vem ele, em tronco nu a mexer naquele pêlo que para ele é cabelo e a fazer aquele gesto linic for men que tantas vezes no ginásio me dá vontade de o levar à máquina zero?!...uamãe que dói...mas doer de bom!!

Próxima vez, que tem que acontecer, por favor traz a trela e levo-te a passear. QUERO!!

Entretanto, espero passar por ti no ginásio como se nada fosse e consumir-me nos balneários por nem conseguir esboçar um sorriso de circunstância. Eu não queria que assim fosse, mas o bichinho estica-me as peles de uma maneira tão indiferente quanto sentida...tão intensa quanto meramente contemplativa...tão nada que merece um post!!

E como dizia o outro, só me apetece é ganir...

Por isso,
Mina Cruella de Vil Wood

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