sexta-feira, 9 de março de 2012

O que dizes, Oscar?

'O amor é quando começamos por nos enganar a nós próprios e acabamos por enganar a outra pessoa'
Oscar Wilde

Querido Oscar, não percebi. Vamos lá ver se Mina chega lá.

Amor assim...será? Por vezes dou por mim a pensar se consigo definir sentimentos quando uma relação está inactiva. Podia perfeitamente continuar a fixa ideia que 'o amo' mas não faz sentido. Aliás, desde a 'aparição' que não consigo pensar em algo mais que saudade. E não é pouco.

Humanamente falando, é óbvio que a razão para exacerbar a dor é ter sido preterida, trocada por outra, que é mais gráfico ainda. Para que isso tenha acontecido, é claro que se abriu uma brecha algures na relação, mas a opção só coube a um de nós, e não fui eu.

Quero pensar que se tivesse sido ao contrário, a minha mente racionalizava de outra forma. Não entrava pelos caminhos tortuosos da rejeição e da brutal perda. Estava segura da minha opção e não me importava em começar algo novo nas ruínas de outra pessoa. Não, não seria assim. Como podia?

Há quem diga que foi corajoso da tua parte e não nego. De facto, quando algo que não conseguimos controlar nos acontece, a ponderação é tendenciosa. O peso das coisas desiquilibra qualquer racionalização. É paixão versus desencanto. Compreensível? Tanto quanto inaceitável.

Talvez não seja assim tão descabido o que tu afirmas, Oscar. A questão é que o engano tem várias frentes, em tempos diferentes. Neste presente que vivo, só posso responder por mim. Engano maior seria achar que tu próprio vives uma ilusão e que cedo ou tarde vais perceber que tomaste a opção errada. Quem sou eu para julgar as tuas decisões? Quem fui eu para ser tão fácil optar? Era um engano.

Mina, a própria, também se enganou de amor. Acreditou que 'o que seria de mim sem ti?' significava isso mesmo, e não o pensamento na alternativa. Não sei a resposta e não quero saber. Engana-me. É só consolo.

Eu até estava bem, mas forcei este cardo ao escrever. Parece que não estava tão bem assim. É desta matéria volátil que tem sido feito este coma em que tudo vejo, tudo oiço e tudo sinto.

De resto, está tudo bem!

A sério,
Mina*

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